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Compartilho: “O 0,1% aqui é só 0,01%”.

Compartilho aqui o trecho do artigo do amigo jornalista Fernando Brito. A íntegra de sua análise pode ser lida no seu blog Tijolaço

O 0,1% aqui é só 0,01%. Engordam sem crise e com crise. E é crime serem taxados, é proibido.

1 de junho de 2015 | 00:16 Autor: Fernando Brito

Segundo o Valor Econômico, há 57.919 pessoas e grupos econômicos com aplicações de mais de US$ 1 milhão em fundos de mercado. Ou, em reais, mais de 3,1 milhões.

O número- mesmo se estimarmos que cada um deles represente uma família de quatro pessoas e sejam, assim,  230mil –  representa 0,01% dos 204,37 milhões de brasileiros existentes no dia de hoje.

Reprodução do artigo do professor Fernando Nogueira da Costa no site Cidadania & Cultura

Reprodução do artigo do professor Fernando Nogueira da Costa no site Cidadania & Cultura

O nosso 0,1% é, de fato, dez vezes menos: 0,01%.

É, segundo informa o professor Fernando Nogueira da Costa, da Unicamp, um número que só “reflete uma parte da riqueza pessoal, poisnão considera valores imobiliários, recursos alocados fora do país, carros de luxo, criação de animais, plantações, empresas, joias, ouro e outras formas de riqueza. Já as estimativas das consultorias britânicasWealth Insight e Knight Frank são mais alentadas.

“Segundo a Wealth Insight, 17 mil brasileiros entraram para o seleto grupo de quem tem patrimônio superior a US$ 1 milhão em 2014, alta de 8,9% em relação aos 194.300 milionários que ela supõe que o país tivesse em 2013. Logo, sua estimativa era de 211.300 milionários em dólares no Brasil.”

Costa analisa o mercado de capitais, o que é complexo e não vai me ocupar aqui, exceto ao final.

Por enquanto, vamos ver como vêm evoluindo volumes de dinheiro que a “turma da bufunfa” tem nos fundos administrados por “private bank” – a papa fina que paga muito mais do que aquela graninha que você, com esforço e tem na poupança ou num fundo de aplicação dos “mortais”. E que rende até menos que a inflação.

O valor, que era de R$ 290 bilhões em 2009 (lembram da tal crise mundial?) chegou, no ano passado a R$ 645 bilhões, um crescimento de 122%.

Mesmo descontada a inflação do período (35%, pelo IPCA), é um crescimento real do saldo destes de 61%.

Nada mau, não é?

 Continua: http://tijolaco.com.br/blog/?p=27178

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