Práticas espúrias do Congresso no banco dos réus
22 de setembro de 2017
Juiz manda exumar; Polícia Federal retarda – procrastina?
26 de setembro de 2017

Charge do Iotti, reprodução da Zero Hora

Arnaldo César (*)

Charge do Iotti, reprodução da Zero Hora

Charge do Iotti, reprodução da Zero Hora

Gostem ou desgostem, o recado está dado: Ou, o executivo, o legislativo e o judiciário tomam tenência na vida e acabam com essa balbúrdia que tomou conta do País ou, as Forças Armada entram em cena e colocam as coisas nos eixos.

Numa linguagem mais chula e, portanto, mais apropriada aos atores da cena política atual: “ordem no cabaré, senão os meganhas tomam conta da casa”.

Desde que o pronunciamento do general Hamilton Mourão – devidamente chancelado pelo seu superior hierárquico, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas – ganhou espaço na mídia, uma onda de preocupação tomou conta dos parlamentos em Brasília. A maioria golpista assustou-se. Seria um golpe dentro do golpe?

Os mais inocentes passaram a exigir com veemência o cumprimento da Constituição que proíbe os militares de se intrometerem na política. Vociferaram pela destituição do ministro da Defesa, o golpista Raul Jungmann, do comandante do Exército e do seu subordinado insubordinado, Mourão.

Generais Hamilton Mourão (o insubordinado) e Eduardo Villas Bôas  (Foto reprodução da Internet)

Generais Hamilton Mourão (à esquerda) , o insubordinado cuja pregação golpista foi coonestada pelo chefe, o comandante do Exército Eduardo Villas Bôas (Foto reprodução da Internet)

Tolinhos! Como exigir que uma camarilha formada por ladrões e golpistas enquadre uma alta patente do Exército? O chefe do “quadrilhão do PMDB” hoje encastelado no Palácio do Planalto não tem moral nem para dar um pito no Michelzinho, quanto mais determinar que os generais calem suas bocas. Caso contrário seriam, devidamente, encarcerados no xilindró.

O ministro da pasta da Defesa Nacional, Raul Jungmann, esta na mesma situação de um bêbado de cabaré. Não sabe nada do que está acontecendo no recinto e mal se sustenta sobre as próprias pernas. O mesmo pode-se dizer do pai do Michelzinho.

Como de costume, numa entrevista para a Reuters, em Nova Iorque, esta semana, o impostor Michel Temer foi um primor na arte de embromar o próximo. No exato momento, em que dizia que o Brasil goza da mais plena estabilidade institucional, as palavras de Mourão e Villas Bôas sacudiam o chamado establishment pátrio.

Quem viveu os 21 anos de ditadura militar sabe, exatamente, o que significam “colocar ordem na casa ou acabar com o caos”. Retrocederemos a 64, às torturas dos adversários do regime, à censura da imprensa, aos atos institucionais e ao fim das liberdades individuais. Será que este é o preço que o Brasil terá que pagar, novamente, para voltar a viver na democracia.

Há gente em Brasília, contudo, enxergando algo positivo nas recentes vozes vindas das casernas. Preveem que elas poderão influenciar os parlamentares na próxima vez em que a Câmara tiver que se manifestar sobre nova investigação das roubalheiras praticadas pelo chefe-mor do “quadrilhão”.

Ocorre que estamos diante de um golpe parlamentar. No Congresso Nacional, bandidos dão cobertura a bandidos. O que as Forças Armadas pensam sobre a realidade do País pouco importa para essa gente. O que se discute, hoje, para valer no Legislativo diz respeito ao que exigirão do presidente ladrão para livrar o pescoço dele da guilhotina mais uma vez.

Afinal de contas, num cabaré que se preza ninguém está interessado em questiúnculas que envolvam a moral e ética. Geralmente, os templos ou as igrejas são os locais mais apropriados para se falar destes assuntos.

(*) Arnaldo César Ricci é jornalista e colaborador do Blog

5 Comentários

  1. A bem da verdade disse:

    Por mais aulas de história a todos os de esquerda que esqueceram como era a vida calma e pacata antes dos direitosdosmanos,

  2. C.Poivre disse:

    A ridícula “condenação”(?!) antijurídica, ilegal e ilegítima que o juizeco de fala fina do bando da ‘Farsa a Jato’ impôs ao ex-Presidente Lula provocou como efeito imediato a ascenção de CINCO PONTOS na preferência pelo nome do grande líder popular. A ditadura midiático-judicial, além de corrupta, truculenta e entreguista, é também BURRA e a quadrilha ‘Farsa a Jato’ é apenas um subproduto dessa ditadura. Mais dia, menos dia, o país será redemocratizado e toda a organização criminosa ‘Farsa a Jato’ será julgada pelos seus hediondos crimes contra os direitos humanos fundamentais, contra a Constituição vigente, contra a democracia, contra o país e contra o povo brasileiro. Não irão muito longe:

    https://www.brasil247.com/pt/blog/paulomoreiraleite/320122/Ascens%C3%A3o-de-Lula-dificulta-manobras-contra-canditadura.htm

  3. C.Poivre disse:

    Ninguém aguenta mais a criminalidade impune da gangue “Farsa a Jato”:

    https://caviaresquerda.blogspot.com.br/2017/09/rejeicao-ao-gangster-de-curitiba-dispara.html

  4. José Mira disse:

    Parabéns pelo seu artigo. Apenas um ps no ultimo paragrafo: depende do templo ou igreja se vá, pois a que os Cunhas, Felicianos,e a turma da biblia frequentam, não para para se “ajoelhar”.

  5. Certeza disse:

    A certeza que eu tenho que um dos caras mais homens mais honrados e mais sérios nessa porra toda é o Sr Eugênio Aragão . O senhor tem meu respeito . Não se abalou em ver sua casa ( MPF) envolvida em uma das maiores putarias ( desculpe o termo Auler) que já se viu nesse país . Diferente da PF que os Delegados Normais ( trachados de “dissidentes” , mas na verdade os dissidentes da PF são os Canalhas que todos sabem quem são ) ficam se defendendo por ser normais ao invés de escancarar toda a podridão putaria e conchavo que impera hoje na polícia federal e mandar toda essa sacanagem de processos que criaram pra cima deles enfiarem naquele lugar . senhor Aragao ! Por isso tens o meu respeito.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *