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A chamada grande imprensa já começa a admitir que o impeachment da Dilma foi um estelionato político de Cunha, mas não dá o braço a torcer. Continua apoiando o golpe.

Marcelo Auler

Na Operação Catilinárias, que a Polícia Federal realiza nesta terça-feira (15/12) o celular de Eduardo Cunha dançou. Seus interlocutores ficarão com a barba de molho.....haja adrenalina.

Na Operação Catilinárias, que a Polícia Federal realiza nesta terça-feira (15/12) o celular de Eduardo Cunha dançou. Seus interlocutores ficarão com a barba de molho…..haja adrenalina.

É certo que a Operação Catilinárias da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (15/12), cumprindo 53 mandados de Busca e Apreensão, autorizados pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços no Distrito Federal e mais oito estados, terá repercussões difíceis de serem previstas. As buscas foram solicitadas pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

A começar pela situação do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que, sem dúvida, reagirá atacando. Mas e seus parceiros, continuarão lhe apoiando incondicionalmente? Como reagirá a Comissão de Ética que analisa o pedido de sua cassação por falta de decoro e deve se reunir hoje?

Um detalhe chama muito a atenção: apreenderam o celular de Cunha. Não deixa de ser curiosa esta apreensão pois com a tecnologia qualquer espécie de rastreamento se faz mesmo sem o aparelho. A não ser que ele tenha o hábito de gravar suas conversas. Isto pode render muito.

Logo, no mínimo, rastrearão com quem ele falou e que mensagens trocou. Ou seja, seus interlocutores dos últimos dias ficarão apreensivos também. Muita gente vai colocar a barba de molho e, certamente, a adrenalina ficará em níveis elevados.

Provavelmente computadores e tablets também devem estar sendo apreendidos, mas não há confirmações sobre isto.

Nota Oficial da PF sobre a Operação Catilinárias

Nota Oficial da PF sobre a Operação Catilinárias

Enquanto os detalhes da operação não são revelados – espera-se apenas que não vazem, como costuma acontecer no Paraná – há algumas ilações possíveis de serem feitas a partir da nota oficial da Polícia Federal.

Ela não cita nomes, mas todos já sabem que são feitas buscas nas residências de Cunha (Brasília e Rio), dos ministros do Turismo, Henrique Eduardo Alves (Brasília e Natal), da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera (Brasília e Baixada Fluminense), dos senadores Edison Lobão (ex-ministro de Minas e Energia) e também Fernando Bezerra Coelho (ex-ministro da Integração Nacional), do deputado Aníbal Gomes, do Ceará. Todos são do PMDB, cuja sede em Maceió, também foi alvo das buscas.

Embora não tenha tido nenhum imóvel vistoriado, o presidente do Senado, Renan Calheiros, também tem por que se preocupar. O deputado Gomes é considerado seu porta-voz em algumas situações. O PMDB de Alagoas está sob o seu domínio. Logo, apesar de ter tido suas residências poupadas pelo ministro Teori Zavascki o qual, segundo o G-1, não autorizou a busca ali como pediu Janot, Calheiros, ainda que indiretamente, também é alvo da Catilinária.

Aliás, com exceção de Cunha, todos os demais peemedebistas atingidos  apoiam Dilma Rousseff, o que deve deixar satisfeito o presidente nacional do partido, Michel Temer, que já não os tinha como aliados incondicionais. Outra curiosidade da nota é a afirmação de que:

 “foram autorizadas apreensões de bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa“.

Levando-se em conta os valores que foram ventilados como sendo as propinas pagas a estes políticos (Eduardo Cunha 5 milhões de dólares, Fernando Bezerra, R$ 20 milhões para a campanha de Eduardo Campos. Edison Lobão, R$ 1 milhão, são apenas alguns exemplos) não será tarefa fácil para os policiais federais determinarem o que pode ou não ter sido fruto do dinheiro desviado.

Por fim, chama a atenção que o número maior de buscas está ocorrendo em São Paulo mas, ali, pelo que se sabe até o momento, há apenas um alvo residindo: Fábio Cleto, que ocupou, até semana passada, a vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal por indicação de Eduardo Cunha. Caiu, como represália de Dilma ao presidente da Câmara.

Mesmo com apenas este alvo, São Paulo teve 15 mandados de busca e apreensão, enquanto no Rio de Janeiro são 14 mandados apesar de no estado residirem Cunha, o ministro Pansera, o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado e o prefeito de Nova Iguaçu, Nelson Bornier, também do PMDB, que o G-1 diz ter tido sua casa, em Nova Iguaçu, vasculhada.

As buscas ocorrem ainda no Pará (6), em Pernambuco (4), Alagoas (2), Ceará (2) e Rio Grande do Norte (1). Para o Maranhão, endereço político de Edison Lobão, não houve mandado.

 

Atualizado às 11h16 com novas informações.

3 Comentários

  1. Roberto B. disse:

    Algumas.”coinscidencias” – a viagem de Cardozo a Curitiba as vésperas da Operação. .. A recente demissão bola de.cristal da presidente do Diretor da Caixa alvo da operacao..Entrevista da Força tarefa ontem nas palavras do procurador Deltan dizendo que não tem seletividade apenas no PT à LAVA JATO. A premeditada Carta temerária do Temer. ..Algo me diz que algum.acordao saiu para abafar a evidente marcação em cima.do.partido da presidente, tendo em.vista que claramente esta operacao, até no nome, que ‘e dado pela PF , parece que foi articulada no Palácio do Planalto. Ainda vai passar muita água em baixo dessa ponte… ou lama mesmo.

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