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No Rio, buscam um novo Edson Luís, o estudante morto em 68 no Calabouço

Marcelo Auler

 

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Policiais atacam manifestantes no Rio Reprodução do Mídia Ninja

Policiais atacam manifestantes no Rio Reprodução do Mídia Ninja

Não estou no Rio, mas pelo Mídia Ninja é possível verificar a praça de guerra que se transformou a Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro, bem defronte da Assembléia Legislativa. Manifestantes estavam pacificamente reclamando e protestando contra o pacote do governador Pezão.

Curioso é perceber como a polícia quando se trata de manifestação contra o governo simplesmente mete a porrada e cria um clima de guerra. Nas manifestações pró-Moro não há repressão. Não venham dizer que a culpa é dos manifestantes pois já está mais do que provado que não é.

Suspeito seriamente que é proposital para queimar os movimentos de oposição. Sejam eles quais forem e contra quem quer que seja. O que o governador Luiz Fernando Pezão e o deputado Jorge Picciani desejam, um Edson Luis versão 2016?

Para quem não recorda, o paraense Edson Luís de Lima Souto foi morto erm 28 de março de 1968, com 18 anos, quando era estudante secundarista no Rio, por tiros dados por Policiais Militares, durante uma manifestação defronte ao então restaurante Calabouço, que servia aos estudantes. O restaurante ficava na cercania do Aeroporto Santos Dumontd.

A morte de Edson acirrou os ânimos, gerou novos protestos contra o a ditadura militar, em um ano em que a escalada da violência contra os protestos ajudou a gerar em dezembro o Ato Institucional nº 5, considerado o golpe da ultra direita no golpe da direita de 1964.

É de se perguntar, cadê as autoridades que deveriam garantir o direito à livre manifestação dos populares?

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