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Cristiano Zanin e Geoffrey Ronald Robertson o Queen’s Counsel. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

Marcelo Auler

Cristiano Zanin e Geoffrey Ronald Robertson o Queen’s Counsel. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

A depender da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na próxima quarta-feira (24/01), na  sala da sessão de julgamento do recurso contra a sentença do juiz Sérgio Moro que o condenou a nove anos e meio de cadeia, haverá um observador estrangeiro. Não será um par de olhos qualquer.

Trata-se do advogado inglês Geoffrey Ronald Robertson. Ele, além de especialista em Direitos Humanos, integra a equipe de advogados que atende à família real inglesa – os chamados Queen’s Counsel (QC). No passado ele integrou o Comitê de Direitos Humanos da ONU, junto ao qual hoje advoga assim como em outras Cortes Internacionais.

Junto com os advogados brasileiros de Lula, Robertson apresentou, em julho de 2016, ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, uma lista de supostas violações ao Pacto de Direitos Políticos e Civis que teriam sido cometidas pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato.

A queixa foi acatada em outubro daquele mesmo ano que, à época, pediu explicações ao presidente golpista Michel Temer.

Em outubro passado, a assessoria de imprensa do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos explicou que a decisão sobre a denúncia da defesa de Lula deverá ser analisada na próxima reunião dos peritos do colegiado, em março deste ano.

Instada a apresentar a relação de advogados que acompanharão o julgamento do dia 24 no TRF-4, a defesa de Lula incluiu-o na lista para o pré-cadastramento (veja petição na íntegra).

Após explicar a participação de Robertson no processo, no âmbito do Comitê de Direitos Humanos da ONU, a defesa justificou o que a levou a ser queixar à ONU por conta do processo conduzido por Moro:

Esse procedimento tem por objeto grosseiras violações às garantias fundamentais praticadas contra o Peticionário no âmbito dos autos em referência“.

Pedido de cadastramento do advogado inglês Geoffrey Ronald Robertson

O pedido, protocolado na quinta-feira (18/01) junto aos autos do processo (Evento 55) não foi respondido pelo relator do caso, desembargador federal  João Pedro Gebran Neto. Ele o remeteu ao presidente da 8ª Turma, desembargador Leandro Paulsen, para exame.

A caminho de POA – Como ocorreu em Curitiba nos meses de maio e setembro, o Blog estará em Porto Alegre, com os jornalistas Arnaldo César Ricci e Marcelo Auler, a partir do dia 21 de janeiro. Para isso, contamos com a colaboração dos nossos leitores e apoiadores, com contribuições em qualquer valor, que ajudem no nosso deslocamento e nas despesas de viagem. Confira no quadro ao lado como fazer o depósito que ajudará nesses gastos. Aos que já contribuem, renovamos nossos agradecimentos.

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4 Comentários

  1. […] do inglês Geoffrey Ronald Robertson, o chamado “conselheiro da rainha” como noticiamos em Conselheiro da rainha no julgamento de Lula, estarão apresentando mais detalhes à representação que protocolaram, em julho de 2016, ao […]

  2. Neli Belem de Mattos disse:

    Estou cada vez mais convencida de que no dia 24, um dos desembargadores que estarão julgando o processo, pedirá vistas, por conta da decisão da magistrada que concedeu a penhora do triplex. Esta seria a saída mais “honrosa” tanto para a justiça quanto para “segurar” as atrapalhadas decisões do juiz acusador. Essa atitude (de vistas ao processo), seguraria o caso por uns 6 meses. Lula sairia candidato e a mídia continuaria inflando fakes sobre o dito triplex, alimentando uma possível derrota de Lula.

  3. Benedito, disse:

    Parabéns, Marcelo Auler, pelo seu excelente trabalho nesse momento tão triste da vida do Brasil.
    Sergio Moro conseguiu colocar a justiça brasileira na cadeira dos réus com sua obsessão em destruir Lula e o PT, sua subserviência aos gringos e a Globo, e com a conivência, principalmente do STF..
    Eles deviam respeitar Lula, já que não respeitam nem a si mesmos.
    O triplex ainda vai servir de mausoléu pra essa justiça de encomenda.

  4. […] noticiamos aqui em Conselheiro da rainha no julgamento de Lula, seu credenciamento como advogado de defesa de Lula foi requerido ao TRF-4. Na sexta-feira (19/01) […]

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