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Marcelo Auler

No que pese a eleição presidencial, por todas as previsões que se tem, tender a ser resolvida no dia 27 de outubro no segundo turno, no Rio de Janeiro, parte da luta contra o fascismo se dará em turno definitivo neste domingo, dia 7.

A escolha dos dois senadores que representarão o Estado na chamada Câmara Alta será resolvida agora, no primeiro turno, ou seja, neste domingo.

Levando-se em conta que a maioria da população -69% -, como mostrou pesquisa da Datafolha (Democracia tem aprovação recorde no Brasil) defende o regime democrático, nada justifica que um dos representantes dos fluminenses no Senado seja exatamente o político que comunga, como o pai, das teses mais autoritárias, preconceituosas e antidemocráticas.

Nas menos de 24 horas que nos separam das urnas eletrônicas é preciso um esforço concentrado para se levar adiante a ideia de que a representação do Rio no Senado deve ser exercida por políticos que, mesmo com defeitos e erros, jamais colocaram – e dificilmente colocarão – em risco o Estado Democrático de Direito.

O Blog há muito tomou partido, como tem reiterado diversas vezes ao longo desta campanha, em especial com o lançamento do documento Dois votos pela democracia: Chico Alencar e Lindbergh Farias no Senado!, em 28 de julho, tal como divulgamos em Chico Alencar & Lindbergh Farias: aliança forjada na marra.

Entendemos que Chico Alencar, 500 (PSOL) e Lindbergh Farias, 131 (PT), são os melhores candidatos para representar o Rio. Endossamos o que diz o documento acima citado:

As candidaturas de Chico Alencar e Lindbergh Farias trazem a esperança no reencontro com a democracia e o diálogo. Ambos representam, nestas eleições, o Rio de Janeiro da diversidade, do pluralismo de ideias, da defesa dos direitos humanos e da liberdade. Elegê-los é uma das tarefas mais importantes dos cidadãos comprometidos com a democracia. Não temos o direito de vacilar em nome do sectarismo ou de cálculos eleitorais mesquinhos”.

Isto, porém, não nos impede de reconhecer que há outros candidatos – dos quais divergimos por variados motivos – que, eleitos, não colocarão em risco o Estado Democrático de Direito.

São políticos que – novamente recorrendo ao abaixo assinado acima citado – darão continuidade à “maioria ultraconservadora, retrógrada, fundamentalista e fisiologista do (atual) Congresso Nacional, que protagonizou não apenas o golpe parlamentar de 2016, como também um processo acelerado de retrocesso civilizacional e perda de direitos e conquistas sociais“. A trajetória de vida deles, porém, não indica que abraçarão regimes totalitários.

Quando o Datafolha nos mostra que entre os 69% da população que defendem a democracia há uma expressiva quantidade (74% ) de eleitores entre 16 e 24 anos para os quais o regime com eleições diretas é “sempre a melhor forma de governo”, nada justifica que o Rio de Janeiro escolha como um dos seus representantes um político que, como o pai, pode sim colocar em risco este Estado Democrático de Direito. Afinal, eles defendem e aplaudem posições autoritárias, antidemocráticas e preconceituosas.

Portanto, neste domingo (07/10) na escolha para representantes do Senado, não há possibilidade de erro. A decisão será definitiva. O Rio de Janeiro não pode começar a colocar em risco a democracia. Precisamos lembrar a todo instante o alerta feito por Guilherme Boulos (PSOL/MTST) no debate de quinta-feira (04/10):

Se nós estamos aqui hoje podendo discutir o futuro do Brasil, é porque teve gente que derramou sangue para ter democracia. Se você vai poder votar no domingo é porque teve gente que deu a vida para isso. E, olha, quando eu nasci, o Brasil estava numa ditadura; eu não quero que as minhas filhas cresçam no país com uma ditadura. Sempre começa assim, com arma, com tudo se resolve na porrada, que a vida do ser humano não vale nada. Eu acho que nós temos que dar um grito nesse momento, colocar a bola no chão e dizer: ditadura nunca mais“.

No Rio de Janeiro, esta escolha começa domingo. Defenderemos a Democracia rejeitando um candidato fascista para o Senado. Logo, não basta o #EleNão. É preciso também #oFilhoDeleTambémNão.

2 Comentários

  1. C.Poivre disse:

    No 2º turno o papa Francisco precisará se posicionar claramente contra a implantação do fascismo na maior nação católica do mundo, do contrário poderá enfrentar as mesmas insinuações imputadas ao papa Pio XII em relação ao nazifascismo italiano/alemão.

  2. MARCELO, AINDA ACHO QUE A MAIOR RESPOSTA, VAI SER DADA, PELO POVO MINEIRO,ELEGENDO A DILMA SENADORA, VAI FICAR DE UMA VEZ POR TODAS, COMPROVADO O GOLPE, PARA TODO AQUELE QUE AINDA ACHA QUE NÃO HOUVE GOLPE, CASO CONTRÁRIO ESTARIA ELA INELEGÍVEL, MAS A JUSTIÇA NESTE CASO, LHE DEU O DIREITO DE CONCORRER, E A POPULAÇÃO ENTENDEU, QUE A MESMA, DEVE SER SUA REPRESENTANTE NO SENADO. ESTOU ACHANDO O POVO MINEIRO MAIS INTELIGENTE QUE O POVO DE MEU ESTADO DO RIO DE JANEIRO?

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