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Kleber Leite: nova bola nas costas

Marcelo Auler

O misto de jornalista, empresário e lobista do esporte brasileiro, Kleber Leite, que além de ex-presidente do Flamengo é dono da empresa Klefer Marketing Esportivo, que no dia 27 de maio sofreu uma Busca e Apreensão por parte da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, a pedido das autoridades norte-americanas.

Os policiais estavam em busca de documentos e mídias de computadores, A Busca e Apreensão, autorizada pela 9ª Vara Federal, cujo titular é o juiz José Eduardo Nobre Matta surpreendeu Leite, pois os policiais apareceram no inicio da noite de quarta-feira, 28 de maio. O caso caiu nessa Vara porque ela é quem atende aos pedidos de outros juízos, localizados em outras cidades, estados ou países.

Kleber Leite: curioso com o que os americanos busca - Foto: kleberleite,cim,br

Kleber Leite: curioso com o que os americanos buscam – Foto: kleberleite.com,br

Foi a primeira bola nas costas, apesar de em nota ele dizer que “recebemos na Klefer as visitas do Ministério Público e da Polícia Federal, em ato de cooperação com o Governo Americano, e que todos os documentos solicitados foram prontamente entregues. A Klefer, através de seus dirigentes, está inteiramente à disposição das autoridades.”.

No fundo, eles não tinham alternativa contra a força policial cumprindo um mandado judicial e na presença de dois procuradores da República, um deles o que se manifestou no pedido das autoridades americanas, José Gomes Roberto Schettino.

Restou a Leite acionar seus advogados – Michel Assef Filho e Ari Bergher correr atrás do prejuízo e ingressar com um pedido na Justiça para ter acesso ao pedido. Está curioso em saber o que buscam os americanos aonde sua empresa acabou envolvida no escândalo da corrupção na FIFA, quando José Hawilla, dono da Traffic seu parceiro em alguns contratos com a CBF, o acusou de também corromper cartolas da Federação Internacional em busca do patrocínio das copas.

Levou uma segunda bola nas costas quando a 9ª Vara Federal lhe negou acesso a qualquer documento. Ele queria conhecer o pedido dos americanos para tentar descobrir o que eles já sabem por lá. A justificativa para a negativa é simples, a investigação corre nos Estados Unidos e a Justiça Federal brasileira atua por meio de um acordo de cooperação internacional. No acordo há uma clausula expressa de confidencialidade, não sendo permitido a nem mesmo o suposto investigado acessar os documentos enviados ao Brasil.

Leite e seus advogados não ficaram satisfeitos. Ingressaram com um Mandado de Segurança no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio e Espírito Santo), Na quarta-feira, dia 16, veio a terceira bola nas costas do ex-presidente do Flamengo: por unanimidade, os três desembargadores da1ª Turma Especializada do TRF – Abel Gomes, Ivan Athiê e Paulo Espírito Santo – respaldaram a decisão do juízo de primeira instância, fazendo valer a confidencialidade imposta no acordo.

A Klefer atua no mesmo ramo da Traffic Group, de propriedade de Hawilla, considerada a maior agência de marketing esportivo da América Latina. Ela detém os direitos de transmissão, além do patrocínio de campeonatos e o passe de jogadores. É uma das empresas envolvidas no escândalo de corrupção da FIFA. Hawilla aceitou devolver US$ 151 milhões (R$ 473 milhões) ao fazer um acordo e assinar sua confissão. Embora a Klefer não tenha sido citada nominalmente na investigação sobre propina no futebol, a suspeita é que ela tenha feito uma parceria irregular com a Traffic, motivo pelo qual o FBI e a promotoria norte-americana estão tocando essas investigações.

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