Compartilhando: “No picadeiro do toma-lá-dá-cá, aprovado o pacote”
8 de maio de 2015
Cai a máscara!
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Diante do cenário nebuloso e sombrio que vivemos na política, todos se perguntam o que fazer e como lidar com uma classe política tão rasteira? Exemplo disso está bem descrito pelo Ricardo Kotscho logo aí abaixo. A Reforma Política necessária não sai com este Congresso conservador que temos. Muitos veem como solução a democracia direta. Sem tirar o mérito da mobilização da chamada sociedade civil, trago a contribuição de Márcio Tavares D’Amaral em um debate que vários amigos  mantêm via e-mail:

Refazer a representação partidária é um programa para a esquerda

Márcio Tavares D’Amaral*

“A capacidade de a sociedade se representar frente ao Estado sem mediação é um mito do velho anarquismo, que justamente dispensa o Estado. Insisto: num sistema sem mediações políticas formais quem se dá mal é sempre o povo pobre. E não vejo mediação mais eficaz do que a dos partidos, se forem verdadeiros, com programa e possibilidade de ‘recall’ do modo que der. Refazer a representação partidária é um programa para a esquerda. Deixá-la morrer é uma vitória das classes dominantes. Elas não precisam de representação, porque já tem o poder”.

 

*Professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Bacharel em Direito e Ciências Sociais, mestre em Comunicação e doutor em Letras, com pós-doutorado em Filosofia na Sorbonne.

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