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“Parece que realmente a Justiça apodreceu”

Por conta de Anthony Garotinho, o juiz Glaucenir Oliveira usou o direito à liberdade de expressão e pensamento e acusou o ministro Gilmar Mendes,

Marcelo Auler

É assim que o nosso Judiciário está. É difícil a gente ter…  continuar tendo garra para trabalhar. Para certas coisas parece que realmente a Justiça apodreceu. Não sei até onde nós vamos”.

Por conta de Anthony Garotinho, o juiz Glaucenir Oliveira usou o direito à liberdade de expressão e pensamento e acusou o ministro Gilmar Mendes, do STF. (Foto: reprodução do Brasil 247)

O vaticínio acima não partiu de nenhum réu, leigo ou mesmo advogado insatisfeito. Foi proferido pelo juiz Glaucenir Oliveira, da Vara Criminal de Campos dos Goytacazes (RJ) e titular da Zona Eleitoral da cidade, no norte do Estado do Rio de Janeiro, no desabafo que fez em um grupo de magistrados da Justiça Criminal do Rio, pelo WhatsApp, que ele  talvez imaginasse fechado. A conversa, porém, vazou. Ou foi grampeada, não se sabe.

Nela, porém, ele fez acusações graves e pesadas, principalmente vindas de um magistrado, independentemente de quem fosse o alvo. No seu caso o atingido foi o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  Gilmar Mendes. Poderia ser contra qualquer um, da mesma forma seria grave e pesada. Talvez só não tivesse a repercussão que teve.

Vale aqui registrar que independentemente de ter ou não simpatia pelo ministro Mendes, mesmo discordando de seus métodos e seu comportamento, ainda que às vezes, muito raramente, se reconheça decisões suas acertadas, embora por interesses diversos – como no caso da suspensão das conduções coercitivas – neste episódio, o juiz Glaucenir o transformou em vítima.

É certo, como lembra a Nota de Apoio ao magistrado divulgada pelo Fórum Nacional dos Juízes Criminais – leia abaixo – que o seu direito à liberdade de expressão e de pensamento deve ser amplamente respeitado. Está sendo.

Ninguém saiu por aí – até por ser impossível em redes sociais – tentando censurá-lo. Algo que certamente aconteceria se o comentário partisse de um jornalista/blogueiro. Por muito menos, recorde-se, este Blog está sob censura.

A Nota de Apoio do FONAJUC confere veracidade ao comentário do juiz que ninguém era capaz de confirmar, a não ser em off. Como aconteceu com este Blog que, na falta da confirmação de sua autenticidade, não divulgou o áudio.

Para os mortais, cidadãos comuns, os sinais de “apodrecimento do Judiciário” que relata o magistrado de Campos são visíveis há muito tempo. Nem é preciso buscar exemplo em outros personagens, embora eles existam, como mostraremos adiante.

Fiquemos nestes dois – o juiz Glaucenir e o ministro Gilmar Mendes.

Sem entrar no mérito com relação ao comportamento do ex-governador Anthony Garotinho. Ele pode até realmente ter culpa no cartório eleitoral. Porém, como qualquer cidadão, deve ter resguardado o direito ao processo legal, sem a chamada “antecipação da pena” que tudo indica estão tentando fazer ao lhe decretarem seguidas prisões.

Glauceni já se envolveu no passado em entreveros com uma guarda de trânsito. Como noticiou o G1, em maio de 2011 – Briga no trânsito entre juiz e guarda municipal vira caso de polícia no RJ. Também apareceu  em desavenças com armas em noitadas capixabas, como registrou O Globo, em janeiro de 2012:  Juiz do Rio de Janeiro é acusado de sacar arma para empresário em boate no Espírito Santo. A estes históricos, somem-se as prisões que decretou do casal Rosinha e Anthony Garotinho, criticadas por muitos, elogiadas por outros. Polêmicas, portanto.

Quanto a Gilmar Mendes, dispensa comentários.  O que tem de conhecimento jurídico – reconhecido até por adversários -, tem de polêmico também, ao tomar decisões que não estão acima de qualquer suspeitas. Seus bate-bocas dentro do STF – no passado com Joaquim Barbosa, mais recentemente com o ministro Luís Roberto Barroso, são conhecidos e provam este seu lado polêmico. Para muitos, partidarizado.

O Blog, há muito defende que os pedidos de impeachment protocolados contra Mendes fossem adiante, por conta da suspeita de ele ter sido tendencioso ao julgar casos nos quais deveria se dar por impedido. Como o do empresário Jacob Barata Filho, que ele libertou mandando às favas suas relações familiares com o mesmo. Basta conferir, por exemplo, em postagens como Advogados e procuradores acusam Mendes de partidarismo, ou ainda em Juristas acusam Renan Calheiros e Gilmar Mendes: troca de favores.

Tais atitudes, aos olhos de todos, contribuem para aumentar o conceito popular do “apodrecimento” do Judiciário, descrito agora pelo juiz Glaucenir.

Porém, conhecendo-se o lado “político” do ministro Gilmar Mendes e sua esperteza é de se duvidar que ele adotasse  decisão em qualquer processo, ainda mais quando está sob o foco de todos os holofotes por ser voz contrária ao pensamento majoritário que no Judiciário tem sido comum, deixando como se diz na gíria, o rabo preso.

No caso das suspeitas que o juiz Glaucenir levantou ao falar que “a quantia foi alta” ou “a mala foi grande” o mínimo que se pode dizer é que lhe faltou prudência. A mesma prudência que se cobra do jornalismo de não fazer acusações sem provas. De não tornar o noticiário mera corrente de transmissão – como costuma dizer Arnaldo César Ricci – repassando adiante o que se ouve sem um mínimo de apuração quanto, se não à veracidade, pelo menos à plausibilidade do que foi dito.

O direito à Liberdade de Expressão de qualquer cidadão, assim como, no caso dos jornalistas, o direito ao sigilo da fonte – ambos garantidos pela Constituição -, não eximem cidadãos, jornalistas tampouco magistrados de provar a veracidade do que foi dito, ainda que apenas retransmitido.

Isso, todo e qualquer estudante de Direito aprende nos bancos das faculdades. Também os “focas” deveriam aprender nas redações. Juízes e magistrados conhecem bem esta obrigação. Tanto que, vira e mexe, cobram dos jornalistas quando estes são acionados judicialmente.

O juiz Glaucenir, que “vendeu o peixe conforme eu comprei” já foi vítima de acusações infundadas que lhe proporcionaram u ato de desagravo da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro. (Foto AMAERJ)

O próprio Glaucenir já foi vítima de acusações aparentemente levianas. Em novembro de 2016 viu-se defendido por uma Nota de apoio da AMAERJ e,  posteriormente, por um ato de desagravo, ao ser atacado após decretar uma das prisões de Garotinho. Da nota, vale destacar:

Juiz eleitoral de Campos dos Goytacazes, Glaucenir de Oliveira revelou ter recebido oferta de propina para evitar a prisão do ex-governador. O TRE-RJ encaminhou expediente ao Ministério Público Federal e à Superintendência da Polícia Federal para que sejam tomadas as providências necessárias“.

A propósito, vale questionar: no que deram as investigações pedidas? Houve confirmação da oferta da propina? Quem foi responsabilizado?

O que ele vivenciou, porém, parece não ter lhe servido de ensinamento. Acabou por cometer um  erro igual àquele de que foi vítima. Faltou-lhe prudência.

Ainda que tenha dito na mensagem ao grupo de WhatsApp  “Eu não quero aqui ser leviano“, fez justamente o contrário ao “vender o peixe conforme eu comprei“.

De pouco adianta agora seus colegas, em uma tentativa de lhe socorrer, virem a público dizer que “utilizando de seu direito de liberdade de expressão e de pensamento, em um espaço privado e sem qualquer interesse em tornar público o assunto, o Juiz fez uma gravação de áudio em tom de desabafo e socializou em grupo privado de juízes criminais, que defende garantismo integral do Direito Penal, ou seja, direitos iguais para vítimas e agressores“.

O vazamento da conversa em um grupo restrito – como já ocorreu diversas vezes – só mostra que a prudência manda não falar em qualquer grupo, ou entre mais de duas pessoas, aquilo que jamais se comprovará publicamente.

São graves os comentários que ele diz ter ouvido “de pessoas que sabem, que entendem, porque estão no meio”, pessoas que define como “do próprio grupo dele“, ou ainda “de pessoas, inclusive, do Grupo do Bolinha” – lembrando-se que “Bolinha” é um dos apelidos do ex-governador Anthony Garotinho.

Tendo ocorrido, justificam, sua preocupação, seu temor, mas  também lhe exigiram providências. Não um desabafo da forma que fez, ainda que entre amigos ou colegas de magistratura.

Por ser um juiz, ao ouvi-los, deveria imediatamente  providenciar que o autor do comentário transformasse-o em uma denúncia. Ainda que anônima.

Ou, no mínimo, com a fé pública que o cargo lhe garante, transcrever o que ouviu e oficiar a quem de direito: Polícia Federal, Conselho Nacional de Justiça, Corregedoria e presidência  do Tribunal de Justiça do Rio e do Tribunal Superior Eleitoral e a própria presidente do STF.

Depois, seus ofícios e advertências poderiam até ser “vazados” para chegar ao conhecimento público. Já não seria mera fofoca. Mas atitude de quem, como magistrado, cumprindo o que manda a lei, ao ouvir uma grave denúncia de um possível crime, tomou as providências que lhe cabiam, repassando a quem de direito para que fossem apuradas.

Sinais dos corregedores – Do jeito que fez, com comentários em uma rede – privada ou não – virou fofoca e serviu para ajudar a comprovar o que ele mesmo falou, embora o tenha feito com outro sentido: “É assim que o nosso Judiciário está. É difícil a gente ter…  continuar tendo garra para trabalhar. Para certas coisas parece que realmente a Justiça apodreceu“.

Sinais deste “apodrecimento” estão também na atitude do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Napoleão Nunes Maia Filho. Como narra Lorenna Rodrigues, no site do Estadão – Corregedor rebate críticas contra Gilmar Mendes atribuídas a juiz de Campos de Goytacazes, postado no domingo (24/12) – ele saiu em defesa do presidente do TSE em uma atitude que só pode ser vista como bajuladora.

Afinal, como corregedor, terá que investigar o caso. Logo, não lhe cabe qualquer espécie de juízo de valor antes de cumprir seu papel.

Tudo o que o Judiciário não necessita nesse momento é manifestações de quem deve, pelo menos, aparentar isenção no momento em que inicia uma investigação. Mas não é o que ocorre. Não apenas nesse caso.

No sábado (23/12), Chico Otavio e Aloy Jupiara, em O Globo, divulgaram outro caso de suposta falta de isenção dentro do Judiciário – Investigação interna abre conflito no Judiciário sobre processo de bicheiros e ex-ministro do STJ.

O ministro Paulo Medina, aposentado compulsoriamente pelo CNJ em agosto de 2010, hoje tem com testemunha de defesa o corregedor Nacional de Justiça que atua n CNJ. (Foto CNJ)

Trata-se de uma “correição” que poderia ser considerada normal não fosse o corregedor nacional de Justiça, João Otavio de Noronha, testemunha de defesa de um dos réus de um processo criminal diretamente relacionado com os alvos da correição que mandou instaurar.

Foi em alguns dos processos da famosa Operação Furacão, no qual a juíza da 6ª Vara Criminal Federal, Ana Paula Vieira de Carvalho, condenou a chamada “cúpula” do jogo do bicho no Rio  a mais de 70 anos de cadeia, pela exploração de jogos eletrônicos, corrupção de autoridades – inclusive magistrados – lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Relacionado a este caso está o processo em que são réus o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Medina, aposentado compulsoriamente depois de ser acusado de receber R$ 1 milhão, assim como o ex-desembargador do Tribunal Regional Federal do Rio, José Eduardo Carreira Alvim, também aposentado compulsoriamente

O fato de um ex-ministro do STJ e um ex-desembargador do TRF-2, ambos aposentados compulsoriamente pelo CNJ em 2010, estarem há mais de dez anos sem julgamento em uma pesada acusação de corrupção judicial, por si só, é também uma prova do decantado “apodrecimento” do Judiciário.

Coincidência ou não, depois de muitas idas e vindas, quando o processo deles chega próximo da sentença, surge a correição na Vara da juíza que, quem conhece bem o seu trabalho – e o Blog conhece há mais de uma década – sabe que está acima de qualquer suspeita.

Prova disso nos dias atuais é que, mesmo tendo sido responsável por diversas sentenças de peso, como a dos bicheiros, seu nome não circula pelas mídias, nem sua foto. É do grupo de magistrados que só falam nos autos do processo. Não se tornou vedete, como alguns colegas seus atualmente fazem de tudo para ser.

Por isso, a “correição” soa como uma pressão, principalmente sabendo que o corregedor nacional de Justiça é testemunha de um ex-ministro aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça onde este corregedor atua. Algo bastante estranho.

Se não bastasse, recentemente  o desembargador aposentado compulsoriamente, também acusado de corrupção, foi homenageado pela seção da Justiça Federal do Rio, como noticiamos, em outubro, na postagem Justiça Federal: a homenagem a um acusado de corrupção .Homenagem, com direito, inclusive, a congratulações do ex-ministro do STF, Carlos Veloso. Deve ser visto como uma mera homenagem ou como mais um sinal do apodrecimento do Judiciário?

 

 

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10 Comentários

  1. Benedito disse:

    Marcelo Auler, parabéns, mais uma vez. Parece que a instituição Justiça tá nivelando tudo por baixo.
    Tá faltando um duelo entre G Mendes, com o bando de jagunços citado por Joaquim Barbosa, e o juiz Glaucenir Oliveira, munido do fuzil do juiz Marcelo Bretas.
    Daria, inclusive, um filme retratando nossa amada república de bananas

  2. Emília Machado disse:

    Carta aberta aos ministros do STF repercute nas redes sociais, veja;
    NÃO DEIXE DE LER. ESPETACULAR, FORTALECEDOR.
    Marcelo Rates Quaranta

    ” Eu Quero Agradecer, Em Meu Nome E Em Nome De Todas As Pessoas Comuns, Cidadãos Simples Do Meu País Como Eu, Pelas Últimas Decisões Tomadas Pelo Nosso Egrégio Supremo Tribunal Federal.

    Sim, O Supremo Fez De Nós Pessoas Melhores Do Que Pensávamos Ser.

    Quando Olhávamos Aqueles Ministros Sob Suas Togas, Com Passos Lento E Decididos, Altivos, Queixos Erguidos, Vozes Impostadas Ditando Verdades Absolutas E Supremas, Envoltos Numa Aura De Extrema Importância E Autoridade, Nos Sentíamos Pequenos, Minguados E Reles Plebeus Diante De Uma Corte Que Beirava O Sublime, O Inatingível E O Intangível.

    Com Essas Decisões O Supremo Conseguiu Fazer Com Que A Minha Percepção Sobre Mim E Sobre Nós, Mudasse. Eles Não São Deuses. São Pessoas Tão Pequenas E Tão Venais, Que Qualquer Comparação Que Eu Faça De Mim E De Nós Em Relação A Eles, Seria Desqualificar-Nos A Um Nível Abissal.
    Tudo Aquilo É Fantasia, Tudo Aquilo É Pose E Tudo Aquilo Não Passa De Um Teatro, Mas Nós Somos Reais.

    Foi Aí Que Eu Vi O Quanto Somos Mais Importantes Que Eles! Enquanto As Divindades Supremas Encarnam Seus Personagens De Retidão E Lisura, Mas Com Suas Decisões Abduzem A Moral E Destroem O País (E De Quebra A Reputação Do Judiciário), Nós Brasileiros Comuns E Sem Toga Trabalhamos Arduamente Dia E Noite Para Construir O País, Ou Pelo Menos Para Minimizar Os Danos Que Eles Provocam.

    Então… Como É Que Um Dia Eu Pude Vê-Los Como Sendo Superiores A Nós? Eu Estava Enganado. Nós Somos Muito Superiores A Eles, Mesmo Sendo Zés, Joãos, Marias, Desde O Pequeno Ambulante Ao Médico Ou Engenheiro. Nós Somos As Verdadeiras Autoridades, Porque Nossa Autoridade Não Foi Conferida Por Um Político Malandro Capaz De Tudo Com Uma Caneta. Nossa Autoridade Nos Foi Dada Pela Nossa Força De Continuar Tentando Fazer Um Brasil Melhor.

    Fico Sinceramente Com Pena É Dos Advogados, Que São Obrigados A Chamar Esses Ministros De Excelência, Ainda Que Com A Certeza De Que Não Há Excelência Alguma Nos Serviços Que Eles Estão Prestando À Nação. Acho Que Deve Ser O Mesmo Sentimento De Ser Obrigado A Chamar O Cachorro Do Rei De “My Lord”.

    Agora Eu Sei O Quanto Somos Bem Maiores Que Eles, Mesmo Sem Aquelas Expressões Em Latim E Doutrinas Rebuscadas Cheias De Pompas E Circunstâncias, Que No Final Significam Apenas Passar Perfume Em Merda.
    Se Há Alguém Realmente Importante No Brasil, Esse É O Excelentíssimo Povo Brasileiro, Que Apesar De Tudo É Obrigado A Sentir O Mau Cheiro Que Vem Da Grande Corte, E Mesmo Com Náuseas E Ânsia De Vômito, Tem Que Acordar Às 5 Da Manhã Pra Fazer Aquilo Que Eles Não Fazem: Produzir.

    Obrigado, Supremo, Por Nos Mostrar Que Hoje O Rei Sou Eu E O Meu Povo”

    Vale a pena ler.

    • CANDIDO LUIZ SANTOS MALTA disse:

      Diante de flagrante, insuportável e inexcusabilis mau odor, a justiça apodreceu mesmo. Para ser mais compreensível: Está fedendo demais. O Judiciário Brasileiro virou um antro vil de vendedores de sentença e usurpadores da Lei. UMA TOTAL FALTA DE COMPOSTURA. SOMENTE A PENA DE MORTE SERVERIA PARA REPARAR TAIS PROCECIMENTOS.

    • Paulo Lima disse:

      Eles são apenas 11, mas todos curvados ao Departamento de Justiça dos USA, que teima ainda em querer controlar o jogo financeiro mundial, através da cooptação de meros juízes federais, no comando de operações judiciais, ao modo da lavajato. Venda de sentença ou de prova é um nonada diante dos crimes maiores -destruição de nossa engenharia, assédio à soberania nacional. 15 milhares desempregados, miséria e CIZÂNIA- que essa operação de uma Vara de Justiça do Paraná disseminou pelo Brasil. Pela Lei Cancellier, pelo Referendo Revogatório, abaixo o golpe.

    • Therezinha S. Hild disse:

      Excelente análise! Realmente a nossa justiça é teatral, criminosa, só protege criminosos! Vendem sentenças, usurpam a lei.

  3. MAAR disse:

    Parabéns pelo padrão de excelência jornalística. Trabalho de qualidade exemplar, que desnuda um factóide (vazamento de áudio), e mostra a notícia real escondida (enésima confirmação do tal apodrecimento). Há MUITO de podre em Pindorama.

  4. Paulo Lima disse:

    Juízes conformam entre si uma corporação tão fortemente cimentada que um deles, juiz federal, vaidoso e rude, como GM, enquanto estava em sua sala, deixava largado em sua larga escrivaninha, à vista de quem fosse com ele tratar, a cópia da prova do próximo concurso para ingresso na Justiça Federal, que foram muitos, para diversas carreiras, entre 2007 e 20013. Aposentou-se sem nunca ter sido alvo de nenhuma repreensão, inquérito ou processo. E certamente não o será mais, em seu prestigiado escritório de advocacia.
    Um outro juiz, também federal, e de tradicional e insuspeito sobrenome, cordial e tranquilo, foi alvo de inquérito policial por suposta venda de facilidades ou sentenças favoráveis a traficantes de drogas- crime federal- e aposentado liminarmente, com todos os vencimentos. Morreu pouco depois de infarto, ou de vergonha somatizada, inocente ou culpado, quem sabe.
    Com cinismo deslavado ou traquejada discrição, os juízes no Brasil, ainda mais com a importação de procedimentos legais impostos pelo USA -no propósito de controle internacional da lavagem de dinheiro nos paraísos fiscais- utilizados na operação lavajato, estão acima não só do bem e do mal, como atacam os direitos de cidadania consagrados na Constituição Brasileira em vigor. E todos os juízes dispõem, no Brasil, de assessoria de analistas judiciais, concursados, competentes, e que conhecem e enxugam processos, subordinados aos titulares da Varas, tão bem ou muito mais que eles
    Para impedir a formação de panelinhas, os privilégios, os compadrios, os troca-troca, em suma, a falência da Justiça pública no Brasil, ou seja para impedir o arbítrio privado ou que leis transnacionais prosperem em nosso território, todos os atuais analistas judiciais brasileiros, por ex., poderiam, ao fim de 8 anos, ser também designados juízes, por sorteio ou eleição transparente, tal como já ocorre em alguns países com experientes advogados, com avaliação pública, por prazo determinado. O Congresso eleito em 2018 poderá fazer muitas reformas, e, esta, a Reforma do Poder Judiciário mostra ser imperativa para nossa coesão, soberania e honra como nação. A vitaliciedade do cargo de juiz, federal ou estadual, não só afronta o maior comprometimento social como favorece a trama dos golpes. Pela Lei Cancellier, pelo Referendo Revogatório, abaixo o golpe.

  5. João de Paiva disse:

    Reportagem irretocável, como padrão Marcelo Auler de qualidade. Sobre esse juiz campista, reproduzo aqui o que sobre ele comentei no blog Tijolaço.

    “João de Paiva 23/12/2017 às 17:06
    Gilmar Mendes não é juiz, mas um líder do PSDB no STF; disso até o mundo mineral sabe. GM é, no PJ brasileiro, o principal mentor e articulador da trama golpista; foi GM quem impediu a posse do Ex-Presidente Lula como Ministro da Casa Civil, em março de 2016, numa decisão monocrática e inconstitucional, atendendo a pedido do PSDB. GM é conselheiro político do chefe de quadrilha, Michel Temer; foi GM o propositor do golpe parlamentarista, já em tramitação no senado.

    Mas pelas razões erradas, ou seja, para proteger seus aliados e comparsas na política, Gilmar Mendes vestiu agora a capa do garantismo; e competência para isso GM já demonstrou possuir. Gilmar Mendes não se envergonha de decidir de modo díspar sobre casos idênticos ou semelhantes. Mais do que isso: GM não tem medo de cara feia e ameaças que os nazifascistóides alimentados pelo ódios disseminado pelo PIG/PPV lhe façam.

    Gilmar Mendes tem muitos defeitos e podemos chamá-lo de canalha, apontando fatos objetivos incontestes que provam essa acusação pesada. Mas GM é o único nesse STF formado por pusilânimes a encarar os nazifascistas do MPF e do próprio judiciário. Nem mesmo os fogos de barragem e a artilharia pesada que os nazifascistas do sistema judiciário e o PIG/PPV têm sido capazes de intimidar Gilmar Mendes, que dá a cara pra bater.

    Esse juiz campista, de nome Glaucenir, tem contra si pesadas acusações, como a blogosfera progressista já mostrou; ele é inimigo político declarado de Anthony garotinho, fato suficiente para torná-lo suspeito de julgar qualquer denúncia envolvendo o desafeto. Garotinho, corajoso e sem papas na língua, denunciou a TV Globo por sonegação de impostos, num programa jornalístico da própria emissora. Portanto há motivos e interesses comuns entre as ORCRIMs do judiciário fluminense e a ORCRIM Globo.

    Se esse juizeco do norte fluminense fez, de fato, essas acusações graves contra GM e não possuir provas robustas, estejam certos de que ele vai receber o troco, com pesadas multas, altos juros e correção monetária. GM vai tratorar esse Glaucenir e muitos outros que ousem enfrentá-lo. Há mais de um ano eu escrevi: o embate entre GM e Rodrigo Janot era falso; hoje ninguém mais duvida disso. Comentei que GM era muito mais capacitado jurídica e polìticamente do que Janot. Eu disse que Janot seria demolido, moído, triturado. Não deu outra. Hoje Janot esá no ostracismo, torcendo para não ser processado, julgado, condenado e pegar cana dura; crimes para isso ele cometeu, e com sobras.”

  6. Excelente! Obrigada. Precisamos é de informação assim, cuidadosa, trabalhada, inteligente e com compromisso ético. Análise aprofundada com fundamento em pesquisa e reflexão. Realmente os magistrados que falam fora dos autos se precipitam, perdem a noção da seriedade e das consequências das coisas e sobretudo querem aparecer. E perdem o respeito da população, mas, infelizmente, essa conduta de uma minoria atinge o Judiciário como um todo, mesmo por que há o silêncio dos demais numa linha corporativista medrosa.

  7. Não vem ao caso disse:

    PAÍS CLARAMENTE SEM RUMO , SEM LEI, SEM CONTROLE ADMINISTRATIVO DAS INSTITUIÇÕES , É UM VERDADEIRO BARATA VOA , SUPER ABERRACOES CRIADAS E DIFUNDIDAS POR VERDADEIROS MESSIAS DA MORALIDADE E CONTRA A CORRUPÇÃO….. DOS OUTROS ! VÃO TE CATAR ! SÃO FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS , SE QUEREM FAZER POLÍTICA FALSA MORALISTA TENHAM A CORAGEM DE PEDIR DEMISSÃO DE SEUS CARGOS PENDURICALHOS ACIMA DO TETO CONSTITUCIONAL – CORRUPÇÃO DESCARADA- E VÃO DISPUTAR ELEIÇÕES. ATRÁS DE FACEBOOK E WHATTSUP É FÁCIL QUERO VER BOTAR A CARA NA RUA .

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