Z
Genésio Ferreira da Silva: “Pássaro sem Rumo”
27 de outubro de 2015
Lava Jato: surgem mais grampos na PF-PR. “Grampolândia”?
4 de novembro de 2015

Caminho Niemeyer: privatizaram um espaço público.

Caminho NIemeyer, fechado ao público por conta de eventos privados. Quem lucra com isso?? Foto: Formiga

Caminho NIemeyer, fechado ao público por conta de eventos privados. Quem lucra com isso?? Foto: Formiga

Marcelo Auler

Para realizar na tarde desta segunda-feira, (02/11), dia de finados, um show privado, cujos ingressos estão longe de serem a preços populares – entre R$ 80,00 e R$ 240,00 – a prefeitura petista de Niterói, comandada por Rodrigo Neves, acabou prejudicando  aqueles que têm no Caminho Niemeyer – espaço nobre na cidade – uma área de lazer. Ela, durante o final de semana (31/10 e 01/11) privatizou o espaço público e barrou a entrada de visitantes, inclusive turistas.

 

Pior, pelo que pode constatar “Formiga”, o amigo do blog, o evento parece não respeitar as normas de segurança.

Hidrantes, sem as necessárias mangueiras, ficaram isolados pelo alambrado erguido no espaço público. Quem fiscaliza a segurança do local e do evento? - Foto: Formiga

Hidrantes, sem as necessárias mangueiras, ficaram isolados pelo alambrado erguido no espaço público. Quem fiscaliza a segurança do local e do evento? – Foto: Formiga

Aliás, a própria prefeitura, que deve estar faturando com a privatização do espaço público, não cuida da segurança do mesmo. O alambrado erguido para garantir no evento apenas quem comprou ingresso deixou do lado de fora os hidrantes necessários para combater qualquer incêndio. Mas, como observou Formiga, de pouco adiantariam esses hidrantes pois lhes faltam as necessárias mangueiras.

Para piorar ainda a questão, aumentando o risco, a parte elétrica do show  “Holi One” foi feita com emendas que além de mal feitas, estão expostas ao tempo, o que propicia curto circuito. Além disso, para a fixação do alambrado furaram as placas de concreto do piso desenhado originalmente pelo arquiteto Oscar Niemeyer, apesar de ali ser um local tombado.

Ao visitar domingo (01/11) à tarde, o famoso internacionalmente Caminho Niemeyer, esbarrou na proibição de circulação do público. Na barca, ele encontrou  turistas noruegueses que atravessaram a Baía de Guanabara apenas para conhecer as obras do famoso arquiteto, Viagem perdida.  Foram barrados, como descreve José Cláudio Barbedo, o “Formiga”, amigo e colaborador do blog, cujo texto e as fotos que fez, publico abaixo.

“Sou um frequentador do Caminho Niemeyer, em Niterói. É um dos poucos espaços amplos, onde dá passear – e até para levar os cachorros para passear com segurança, com área verde e socialização.

Comunicado do administrador do espaço proibindo o acesso do público "por questões de segurança". Foto: Formiga.

Comunicado do administrador do espaço proibindo o acesso do público “por questões de segurança”. Foto: Formiga.

Hoje, lá cheguei, 4 da tarde, para ser barrado na portaria, pelo segurança do portão de entrada. Motivo: espaço fechado para montagem de um evento privado. Estranhei, pois o Caminho Niemeyer é espaço público, onde só se paga ingresso para ir ao teatro ou caso haja consumação na lanchonete.

Pedi para que localizassem o responsável pelo parque, o que o segurança, e o superior a ele – que saiu da cabine para ver o que acontecia – tentou e não conseguiu. Resolvi fazer valer meus direitos de cidadão e idoso e entrei no espaço público do Caminho Niemeyer, e fui constatando e fotografando as irregularidades.

 

01 – A ordem de fechar o espaço para o público, em um feriadão, emitida em comunicado interno, pelo Diretor Executivo do Caminho Niemeyer, Sr. Wladimir Duarte, com as razões da restrição e tempo de interdição.

O “Evento Holi One” é mencionado, fechando o espaço de 30/10 à 02/11, para um show, com cobrança de ingresso a preços nada populares, que só será realizado das 14 às 22 de 02/11.

Alambrado e grades tornam parte de um espaço público em espaço de uso privado para aqueles que pagarem. Quem lucra com isso? Foto: Formiga

Alambrado e grades tornam parte de um espaço público em espaço de uso privado para aqueles que pagarem. Quem lucra com isso? Foto: Formiga

O bloqueio do espaço público para um evento privado, com um muro de aço, uma cortina de ferro, que separa – e esconde – os prédios do Niemeyer do público não pagante durante todo o tempo de montagem – o comunicado não fala em tempo de desmontagem – e da realização do evento.

 

O Caminho Niemeyer é espaço tombado. No entanto, as placas de concreto do piso, feitas de acordo com o desejo e projeto do arquiteto, foram perfuradas, danificadas, em diversos lugares, para inserção de pinos de aço e travessões que mantém ereta a cortina de ferro. Quem vai pagar pela subsituição de todas as placas de concreto danificadas? Talvez haja uma cláusula de multa no contrato com a firma promotora do evento, mas de quanto é essa multa? Cobre os prejuízos causados ao conjunto arquitetônico.

 

Para fixarem o alambrado, perfuraram o chão de um espaço que é tombado. Isso é legal? Com a palavra o Ministério Público. Foto: Formiga.

Para fixarem o alambrado, perfuraram o chão de um espaço que é tombado. Isso é legal? Com a palavra o Ministério Público. Foto: Formiga.

A cortina de ferro esconde, dos que vão pagar para frequentar o “Holi One” uma enorme gambiarra na parte elétrica que fornece energia para o evento. Conectores de péssima qualidade, sem proteção ambiental adequada, com fios correndo em chão aberto, passando, inclusive, pelo portão que serve de saída de emergência de dentro da cortina de ferro.  Água conduz, se chover, o perigo de eletrocução é grande.

Ligações elétricas expostas aumentam o risco do evento? Foto: Formiga

Ligações elétricas expostas aumentam o risco do evento? Foto: Formiga

 

A cortina de ferro também bloqueou o acesso aos hidrantes no Caminho Niemeyer. Em caso de incêndio, seja quem for que acudir primeiro, vai ter grandes dificuldades de passar mangueiras, de combater as chamas.

 

Mas de que adiantam hidrantes se mangueiras não existem, a Administração do Caminho Niemeyer não parece ligar para isso: os armários dos hidrantes não tem mangueiras. Mesmo os que tem porta, dentro só acumulam lixo.

 

 

Na barca em que atravessei a baía para  ir à Niterói, neste domingo, conheci quatro casais da Noruega, que estavam indo à Niterói para conhecer o…Caminho Niemeyer. Me prontifiquei à guiá-los, sou sempre cortês com turistas. Os quatro casais noruegueses foram barrados, não consegui explicar o porque de eles não conseguirem ver os prédios do Niemeyer e, mesmo que tivesse conseguido a entrada deles, quase nada veriam, boa parte dos prédios está envolta em sub-cortinas de ferro, só mesmo o prédio onde fica o teatro – que estava funcionando e permitia o acesso de quem pagasse o ingresso – se destacava na paisagem.

 

Hoje, dia 02, é Dia de Finados, o Dia dos Mortos. Fui pesquisar na Internet e verifiquei que o “Holi One” é um evento privado, internacional, que promove música e cores alegres para a juventude, no mundo inteiro. Adequado para um dia de Finados? Uma multinacional, privada, ocupando o espaço público em um dia que costumava ser encarado como de respeito e reflexão, para divulgar “cores festivas e ritmo batidão”, como induz o site “holione.com.br“.

 

Quem se beneficiará de um show, em um espaço público, cujos ingressos variam entre R$ 80,00 e R$ 240,00 ??? O povão?

Quem se beneficiará de um show, em um espaço público, cujos ingressos variam entre R$ 80,00 e R$ 240,00 ??? O povão?

A crise deve andar braba, mesmo. O ingresso do Oli One não é para o povão pobre, trabalhador, que frequenta o Caminho Niemeyer, não. Os preços dos ingressos espantam, pelo menos a mim, aposentado, com fator previdenciário. E tem uma “taxa” mencionada nos ingressos. Que taxa? Para quem? Que tributo é esse? Quem está embolsando quanto? Será que o Prefeito de Niterói ou o Diretor Executivo do Caminho Niemeyer, o Sr. Wladimir Duarte, pode responder à pergunta?

 

Niterói possui uma Concha Acústica, no próprio Caminho Niemeyer, teoricamente para eventos como este. O que impede seu uso em shows como esse?

Niterói possui uma Concha Acústica, no próprio Caminho Niemeyer, teoricamente para eventos como este. O que impede seu uso em shows como esse?

E aí vem uma outra pergunta: Já que em São Paulo usaram o Sambódromo, porque Niterói não usou o espaço da Concha Acústica para realizar o “Holi One”? Afinal, é espaço central, vive deserto e fechado – e quem se atreve a nele entrar corre risco de ser assaltado, pois não tem guarda, não tem segurança –  e existe para esse tipo de eventos. É uma concha acústica – apesar de ser a única “concha acústica” do mundo que conheço em formato cúbico,  aberta na frente e nos fundos, e sem nenhuma acústica.

Domingo, anoitece e o espaço que deveria ser público está cercado, impedindo o acesso popular. Foto: Formiga

Domingo, anoitece e o espaço que deveria ser público está cercado, impedindo o acesso popular. Foto: Formiga

 

Foi triste ver o Caminho Niemeyer anoitecer vazio, bloqueado ao povão trabalhador. Assim como é triste ver a Concha Acústica largada, sem segurança, gradeada mas não imune aos trombadinhas que infestam a região. E Niterói tem pouquíssimos parques públicos, não tem um Aterro do Flamengo, como o Rio de Janeiro.

 

6 Comentários

  1. Jardel Figueira Junior disse:

    Marcelo Auler todo mundo sabe que o Caminho Niemeyer enriquece ainda mais o presidente do famigerado Grupo Executivo do Caminho Niemeyer Marcos Gomes, que já foi secretario de todos os governos desde o final dos anos 80 e nesse governo do PT em Niterói está roubando deslavadamente no Caminho Niemeyer e o prefeito sabe disso.

  2. […] Leia a matéria “Caminho Niemeyer: privatizaram um espaço público” […]

  3. José Cláudio Barbedo disse:

    Dedução errada, caro João de Paiva. O colaborador citado – este que digita este texto – é aposentado mas não é engenheiro eletricista. Na realidade, não tem nenhum canudo e foi fazer ENEM em 2014, por pura curiosidade. Pegou classificação para entrar em qualquer faculdade federal, mas preferiu não ocupar uma vaga destinada aos jovens. Quanto ao foco do blog, não sei qual é. Sei que os grande problemas nacionais decorreram porque pequenos problemas locais não foram pesquisados, não foram divulgados, não foram denunciados. O inferno está nos detalhes, já dizia um filósofo de antanho. Denunciar um pequeno ato de corrupção que atrapalha o povão é tão importante quanto denunciar um enorme ato de corrupção que atrapalha o povão. Não criticar os pequenos erros do PT é o que levou o PT a cometer grandes erros. Auto-crítica é fundamental no aperfeiçoamento da ética e da democracia. Em tempo, o fato constatado pelo cidadão aposentado, que gerou o artigo do Jornalista Marcelo Auler votou todas as vezes (exceto uma) em Lula, e todas as vezes em Dilma. Na única vez que não votou em Lula, votou em Leonel de Moura Brizola – e foi na vez que a ânsia de Lula pelo poder tirou Brizola do páreo, só para Lula ser tirado, a seguir, pela Direita, sempre tão inteligente em estratégias. O cidadão aposentado não é petista, é brizolista. E, como brizolista, se sente garfado eleitoralmente, pois a Presidenta está fazendo a política econômica que a direita fascista pregava. Além disso, a Presidenta mantém um banana emplumado e bicudo como Ministro da Justiça. Incompetente é quem mantém um subordinado incompetente no cargo. E Zé Bundão Cardoso é covarde, incompetente e traidor do governo a que serve. Dito isso, o ex-radialista aposentado pretende continuar focando nos pequenos problemas que afetam a população e enviando suas resenhas para o Jornalista Marcelo Auler. O blog é do Marcelo, ele tem o poder de decisão sobre publicar ou não as resenhas. Em cima do muro está é a Presidenta e seus ministros da Justiça e da Economia. Eu, estou bem tranquilo, no chão de placas furadas indevidamente, sorrateiramente, do Caminho de Oscar Niemeyer, comunista de carteirinha. Em tempo: o cidadão colaborador aposentado não pretende ficar publicando comentários sobre as matérias que sugeriu e que foram publicadas. O que ele tem a dizer está na matéria. Não entrará, em uma segunda vez, no jogo perverso dos comentários que nada acrescentam, só criticam; No jogo dos comentários que não investigam, só acusam. Deixa isso para os representantes exaltados de qualquer partido ou mesmo sem partido. A esse tipo de jogo se chama Fascismo e o cidadão aposentado não compactua com ele.

    • João de Paiva disse:

      Caro Formiga, ex-radialista, comunista de carteirinha e brizolista.

      A dedução que fiz é porque na empresa em que trabalho, havia um empregado com o mesmo sobrenome, que se aposentou há cerca de 7 anos. E ele era engenheiro.

      Quanto ao fato de possuir ou não um diploma (canudo é depreciativo e prefiro não usar termos assim) isso não é relevante. A ética, o carácter, a honestidade e a integridade de um cidadão não estão relacionados a diplomas ou graus acadêmicos que ele possua.

      Se você prestou o ENEM e conseguiu classificação para faculdade federal, você tem o direito a ocupar essa vaga; não há nada que o impeça de fazê-lo, pois as vagas nas IFES não estão reservadas aos jovens; qualquer cidadão brasileiro que não tenha tido oportunidade de cursar ensino superior numa instituição federal, pode usar a classificação obtida no ENEM, para conseguir essa vaga.

      Quem pode dizer qual o foco do blog é o jornalista Marcelo Auler, que o criou e dirige. A leitores como eu – pelas grandes reportagens já publicadas que li – parece que o foco são os grandes problemas nacionais, seja na Política, na área Social e dos Direitos Humanos, no funcionamento das instituições dentro da legalidade democrática (…)

      Embora não seja da cidade, morei em Niterói por mais de um ano. Confirmo a existência dos problemas que você, de forma competente, levantou. Em nenhum momento eu depreciei o trabalho que você fez, ao contrário. O que eu disse é que, devido à gravidade do momento atual, o blog deve focar principalmente os grandes problemas nacionais. Temos uma crise política provocada por aqueles que não se conformaram com o resultado das urnas e que cooptaram o aparelho burocrático do Estado (PF, MP e Judiciário), para sabotar e derrubar um governo eleito pelo povo. Você é um homem da imprensa e sabe da atuação golpista dos grandes veículos de mídia; com a experiência profissional e de vida que deve possuir, deve conhecer muito bem os bastidores do poder e da imprensa.

      Compartilho suas críticas ao governo, sobretudo na teimosia da presidenta em manter um incompetente no Ministério da Justiça (você usa adjetivos bem mais fortes contra o titular da pasta), assim como na adoção das medidas neoliberais que caracterizam este segundo mandato da presidente Dilma, contrariando tudo aquilo que ela disse em campanha. O governo e o PT merecem críticas pelos erros e falhas. Eu critico esse governo, mas respeito a legitimidade dele e o Estado Democrático de Direito; por essas razões sou contra qualquer tentativa de interromper o mandato presidencial, sem fundamentação jurídico-legal, como temos visto deste o início do ano.

      Em relação aos debates que surgem de comentários sobre matérias publicadas na internet, devo dizer o seguinte: os tempos mudaram e, hoje, a comunicação se dá em via de mão dupla. Na era do Rádio e da TV, o veículo divulgava a informação e opinião de alguns para milhões. O ouvinte ou telespectador tinha pouca ou nenhuma voz e pouco participava de debates ou discussões, já que pouco espaço lhe era oferecido. Com a internet, o cidadão leitor-ouvinte-espectador passou a ter voz, podendo comentar as matérias, elogiá-las, criticá-as.

      Se você observar nível dos comentários e debates relativos a matérias publicadas neste blog, verá que – até o momento – o nível tem-se mantido elevado. Aliás, eu só participo de debates se for assim. Se o debatedor se mostra mal-educado ou despreparado, eu encerro a discussão. Eu discordo dos blogs e veículos que restringem a participação dos leitores-ouvintes-espectadores. Na era da interatividade, quem faz isso está abrindo mão da audiência. O que deve haver é moderação, para que ofensas não sejam publicadas.

      Você expõe suas opções políticas. Eu também não escondo as minhas. A crítica que fiz se deve ao fato de que o momento não é para a esquerda se auto-flagelar em praça pública. A democracia brasileira está em perigo, a esquerda enfraquecida e fragmentada, devido ao bombardeio diuturno que lhe fazem a mídia golpista, os grupos fascistóides, as instituições burocráticas do Estado e que foram cooptadas pela direita (PF, MP e parte do Judiciário), além de parcela da elite financeira e empresarial (tanto brasileira como internacional), assim como setores de países alienígenas interessados em nossas riquezas (petróleo,urânio, nióbio e outros minerais) e empenhados em impedir o desenvolvimento soberano do Brasil.

      Fique tranqüilo: eu estou na luta diária contra esse fascismo que você denuncia.

      Saudações,

      PS: quem lê e compreende Marx, no século XIX, e Thomas Piketty, nos séculos XX e XXI, mais cedo ou mais tarde se tornará comunista, com ou sem carteirinha. Eu leio e procuro entender os dois filósofos citados.

  4. João de Paiva disse:

    Vale o recado do colaborador que, minha percepção me faz deduzir, é engenheiro eletricista aposentado. Concordo com ele e sempre fui contra a privatização, não só dos espaços públicos, mas também dos serviços públicos essenciais tais como: fornecimento de energia elétrica, saneamento básico e transportes. Também sou contra o sistema de concessão de serviços públicos à iniciativa privada. Setores estratégicos como petróleo e energia devem ser operados pelo Estado.
    O fato da administração municipal de Niterói ser petista é uma agravante, pois a realização de um evento privado num espaço público contraria frontalmente a ideologia do partido e o discurso histórico das principais lideranças petistas. Pela indignação do colaborador deduz-se também com qual espectro da política ele – e também o jornalista titular deste blog – simpatiza. Às vezes dizemos mais pelo que omitimos do que por aquilo que escrevemos ou vocalizamos.
    Mas como pauta de um blog focado em grandes problemas nacionais, sobretudo relacionados à Política, ao Estado de Direito, aos Direitos Humanos, ao funcionamento e desvios verificados no funcionamento das instituições e poderes burocráticos desse Estado (tais como polícias – com destaque para a PF – MP e Poder Judiciário), bem como na representação política que hoje vemos nos poderes constituídos (legislativo e executivo), numa semana em que as três principais revistas semanais do País expõem capas criminosas contra o ex-presidente Lula, o PT e alguns outros líderes petistas, considero a publicação deste artigo como um desvio de foco, daquilo que realmente é importante.
    Marcelo Auler, em sua empreitada de repórter investigativo, já desmascarou a equipe da PF, do MP e do PJ envolvidas na Lava Jato. Com a publicação das capas criminosas pelas revistas semanais, um novo filão se abre para que o grande repórter possa produzir grandes e demolidoras reportagens, como ele já demonstrou ter competência para realizar.
    A escolha depende, é claro, daquilo a que Marcelo Auler se propõe, ao lançar um blog independente. O teste de fogo está colocado; vamos ver qual será o caminho escolhido pelo repórter. Num momento grave como o atual não podemos nos omitir ou ficar ‘em cima do muro’. Ou estamos a favor da Democracia e do Estado de Direito ou estamos coniventes com o golpismo, com o nazi-fascismo que contamina a classe média brasileira.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com