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Do Luís Nassif: “O inquérito da PGR contra Aécio Neves é para valer”

Rodrigo Janot se convenceu de que há o que investigar sobre Aécio Neves. Será? (reprodução JornalGGN)

Marcelo Auler

Rodrigo Janot se convenceu de que há o que investigar sobre Aécio Neves. Será? (reprodução JornalGGN)

Rodrigo Janot se convenceu de que há o que investigar sobre Aécio Neves. Será? (reprodução JornalGGN)

Através do compartilhamento da publicação do Luís Nassif no JornalGGN,  registro aqui as informações que ele passou aos leitores. Vale compartilhar e espalhar para, depois cobrar, não do Nassif, mas das autoridades, notada,mente da Procuradoria Geral da República.

Eu ainda tenho dúvidas, principalmente se ficar a cargo da Polícia Federal, muito embora a Superintendência Regional da Polícia Federal de Brasília (não falo da cúpula) difira bastante do jogo que é feito pela Superintendência Regional do DPF no Paraná.

Na capital federal, o trabalho poderá ser mais isento e apresentar resultados. Agora, a palavra está com o Supremo Tribunal Federal, que tem se omitido em muitos casos.

Acrescento o comentário de Josias Fernandes, sobre a PF tucana:

Mais de 10 anos após a divulgação (ainda na era FHC), finalmente a famosa “Lista de Furnas” parece que vai ser investigada.

À época, por coincidência, o diretor geral da PF, Agílio Monteiro Filho (ex- SR/MG), era filiado ao PSDB, ligado a Aécio Neves. Em 2002 e 2006, o delegado tucano se candidatou a deputado federal, mas não se elegeu.

Apesar das diversas denúncias e a confirmação de que a lista era autêntica, por peritos da própria PF, não tinha sido alvo de apuração.

E há quem (inclusive na PF) ainda defenda que a corrupção passou a existir após o PT assumir o poder…

O inquérito da PGR contra Aécio Neves é para valer

Luís Nassif

Houve quem supusesse jogo de cena do Procurador Geral da República (PGR) o pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves.

Não é o que aparece no pedido (http://migre.me/tFEsv). Nele, estão detalhados os principais pontos de suspeita que pairam sobre Aécio.

1.     As delações de Alberto Yousseff, baseado em conversas com o falecido deputado José Janene (PP) sobre uma mensalidade proveniente de Furnas e encaminhada à irmã de Aécio através da Bauruense, prestadora de serviços da companhia.

2.     A até agora intocada figura central de Furnas, Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia que se vangloriava de ter duas centenas de deputados na gaveta.

3.     A conta em Liechtenstein aberta em nome da Fundação Bogart and Taylor, em nome de Inês Maria Neves Faria, mãe de Aécio. Esses dados foram obtidos na Operação Norbert, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, e que desde 2010 estava na gaveta da PGR.

Abaixo, transcrevo a nota da Procuradoria Geral da República.

COMBATE À CORRUPÇÃO
2 DE MAIO DE 2016 ÀS 17H38

Lava Jato: PGR pede inquérito contra senador Aécio Neves por fatos relacionados a Furnas

Pedido tem como base fatos novos trazidos na colaboração de Delcídio do Amaral

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu abertura de inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB) pelos eventuais crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O pedido tem como base fatos novos trazidos na colaboração do também senador Delcídio do Amaral, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e relacionam-se ao caso de Furnas, empresa subsidiária da Eletrobras. O pedido foi feito por meio de Pet nº 6015/DF e enviado ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na Corte.

O doleiro Alberto Youssef, em aditamento de sua colaboração, também homologada pelo STF, apontou que o PSDB possuía influência em uma diretoria de Furnas, juntamente com o Partido Progressista (PP), por meio de José Janene, e havia pagamento de valores a empresas contratadas. Youssef apontou ainda que o senador teria recebido valores mensais, por intermédio de sua irmã, da empresa Bauruense, contratada por Furnas. Esses fatos haviam sido omitidos e, em 2015, por meio de Pet nº 5283/DF, houve arquivamento do caso. Com o novo pedido, a primeira petição seria desarquivada e tramitaria apensada com a Pet nº 6015.

O procurador-geral pede que, em 90 dias, seja feita a oitiva do senador Aécio Neves e de pessoas relacionadas ao caso Furnas, entre elas o ex-diretor de Engenharia Dimas Toledo. Janot solicita ainda que a Polícia Federal colete, entre o material já aprendido e produzido na Lava Jato, evidências que contribuam para o esclarecimento da apuração.

Dimas Toledo – Diante das novas informações trazidas por Delcídio, Janot pediu reavaliação do caso então arquivado. Delcídio relatou um diálogo entre ele e o ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, no qual mencionam Dimas Toledo. O ex-diretor seria o responsável por gerenciar uma espécie de “fundo” de valores ilícitos, que eram recursos disponibilizados a políticos para financiamento de campanhas. Toledo era administrador dos contratos de terceirização de Furnas, dos quais 80% eram do Grupo Bauruense, que, entre 2000 e 2006, recebeu R$ 826 milhões da empresa em contratos de prestação de serviços.

Fundação no exterior – O procurador-geral aponta que, durante a Operação Norbert, no Rio de Janeiro, documentos apreendidos na casa dos doleiros Christiane Puchmann e Norbert Muller revelaram que diversas pessoas criaram mecanismos de interposição de personalidade jurídica, com o objetivo de manter e ocultar valores no exterior, inclusiva na Suíça e no Principado de Liechtenstein, na Europa. A mãe de Aécio Neves, Inês Maria Neves Faria, seria a titular da Fundação Bogart and Taylor.

Delcídio também havia citado que haveria uma fundação no paraíso fiscal de Liechtenstein da qual Aécio Neves seria o beneficiário. “Referidas informações constituem um conjunto harmônico e apontam para a verossimilhança dos fatos descritos”, aponta Janot no pedido ao Supremo. O procurador-geral sustenta que os valores indevidos teriam sido entregues aos destinatários após processos de ocultação e dissimulação dos valores provenientes de crimes contra a Administração.

18 Comentários

  1. JMauriciO disse:

    Se o Ministro do Exercito, disser que vai prender todo mundo, não fica um, meu irmão. Corre tudo pra Miami.

    • João de Paiva disse:

      Eu tenho comentado o seguinte: se a presidente Dilma, que constitucionalmente é a chefe das Forças Armadas, ainda dispuser da lealdade destas, já passou da hora de convocá-las. E razões constitucionais não faltam para isso. Segundo o Art. 15 da Lei Complementar 97, de 9 de junho de 1999:

      § primeiro: Compete ao Presidente da República a decisão do emprego das Forças Armadas, por iniciativa própria ou em atendimento a pedido manifestado por quaisquer dos poderes constitucionais, por intermédio dos Presidentes do Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados.

      Uma das razões que fundamentam a convocação extraordinária das FAs são as questões de segurança nacional. E estas podem ser invocadas pela presidente, com base em sólidas razões, a começar pelo desmonte do programa nuclear brasileiro, ensejado pela prisão do vice-almirante Othon Pinheiro. Sendo empresa de setor estratégico, o desmonte e entrega da Petrobrás às multinacionais do petróleo (promovido pelo Judiciário – na figura do sérgio moro e outros -, pelo MPF e pela PF, seguindo ordem do alto comando estadunidense), esta é outra razão cabal para que as FAs sejam convocadas por Dilma. Feita a convocação, a ordem deve ser para prender TODOS os traidores e conspiradores, a começar pelo sérgio moro e pelo rodrigo janot; sem esquecer dos que integram a força-tarefa da Lava a Jato e de todos os bandidos que ocupam cargos na câmara e no senado.

  2. Fabio Brito disse:

    Exclusivo! A trama internacional que sustenta o GOLPE NO BRASIL!!!

    ESPIONAGEM, CHANTAGEM, AMEAÇAS, CRIMES!!!

    O acovardamento do STF e toda a JUSTIÇA brasileira tem um porquê!

    Parlamentares amedrontados, instituições neutralizadas, compra de votos, O SUBMUNDO DO GOLPE que nos atinge.

    Como será o amanhã? Como reagiremos? Como impediremos o enredo já traçado?

    Leiam em: LUZ, CÂMERA, AÇÃO!!! A HORA DO CONTRAGOLPE CHEGOU!!!

    https://rebeldesilente.wordpress.com/2016/05/04/luz-camera-acao-a-hora-do-contragolpe-chegou/

  3. C.Paoliello disse:

    O grau de envolvimento de Wall Street-Hillary Clinton no golpe:

    http://blogdoalok.blogspot.com.br/2016/05/guerra-neoliberal-de-hillary-clinton.html

  4. C.Paoliello disse:

    O ministério do golpe, ninguém tem dúvida, será formado não só de corruptos contumazes mas também de entreguistas. Por conta disso acho que os servidores de instituições consideradas privatizáveis pelos golpistas devem botar as barbas de molho: BB e Previ, CEF e Previdência da Caixa, BNDES, Petrobrás, Furnas, Universidades Públicas, etc. Logo, logo começarão listas intermináveis de demissões, como Macri está fazendo na Argentina.

  5. Evandro L. disse:

    Acho que o Aécio está sendo ameaçado, simples assim. E deve ter a ver com o fato do Anastasia ser o relator. Ou o Aécio está querendo ganhar algo com o seu pupilo em posição importante, e não estão querendo dar, ou Anastasia está querendo sair por causa da sua exposição negativa constante. Cada vez mais estou convencido que a parceria Temer/Serra conduz o golpe.

  6. Pedro Augusto Pinho disse:

    IMPEACHMENT, APENAS UM DETALHE

    A nós, brasileiros, um detalhe que dói no corpo, na alma e no bolso. Mas, no campo internacional é, tão somente, um passo na conquista planetária pelo sistema financeiro internacional, ou como a chamo – a banca.
    Recordemos o ano de 1990, que estabeleço como marco da dominação da banca. Na década anterior, Margaret Thatcher e Ronald Reagan promoveram, obrigando o mundo a imitá-los, a quebra de todos os controles e desmonte das fiscalizações sobre o sistema financeiro internacional, revogando e reescrevendo leis, normas e regulamentos. Possibilitando que todo o capital oriundo do ilícito (tráfico de drogas, de armas, de pessoas, governos e instituições corruptas, fugindo dos tributos nacionais e recursos não escriturados) encontrasse abrigo nesta banca revitalizada. Também nesta década, por motivo que a História ainda conhecerá, Mikhail Gorbachev extinguiu a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), sendo o momento emblemático a queda do Muro de Berlim, em 1989.
    A banca, como sabemos, age com dois objetivos principais: controle e apropriação das rendas dos demais segmentos econômicos (indústrias, transportes, construções civis etc) e a concentração de renda e de poder.
    Na década de 1990, com as “crises” fabricadas, a banca cresceu, avançou e dominou vários governos nacionais, dentre os quais o Brasil. Sua roupagem, buscada em teóricos do século XVIII, era do Estado Mínimo e do neoliberalismo. Em outras palavras, caberia ao Estado, unicamente, construir o galinheiro onde raposas e galinhas disputariam “livremente” seu dia a dia.
    Como é óbvio, logo se insurgiram contra este padrão opositores, conquistando pelo voto o governo de países que se afastaram destes preceitos e imposições vindas não apenas da banca mas de suas já dominadas instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI).
    A imprensa, ecoando a voz dos verdadeiros donos, demonizava estes governos/países, contando com os serviçais acadêmicos e outros venais e oportunistas, e poucos, mas sem dúvida existentes, adeptos ideológicos.
    O grande opositor surge com a criação dos BRICS (República Federativa do Brasil, Federação Russa, República da Índia, República Popular da China, República da África do Sul), formalmente em 18 de maio de 2008, com a reunião dos chanceleres, e em junho de 2009 com a I Reunião de Cúpula. Estes países, além da grande extensão territorial e população, tinham economias em desenvolvimento que somavam um expressivo valor. Além disso, se empenhavam na criação de Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) – voltado para o financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em economias emergentes e países em desenvolvimento – e no Arranjo Contingente de Reservas (ACR) – destinado a prover apoio mútuo aos membros do BRICS em cenários de flutuações no balanço de pagamentos. Ou seja, livrarem-se do FMI, Banco Mundial (WB) e da tutela da banca.
    Tamanho “crime” não podia ficar sem resposta. Ela veio com três acordos comerciais que resumo.
    Acordo Comercial Transpacífico (TTP), integrando os Estados Unidos da América (EUA), 10 países asiáticos (entre os quais: Japão, Coreia do Sul, Brunei, Filipinas, Malásia, Singapura, Tailândia, Vietnã, mas não incluindo a China nem a Índia) e quatro latinoamericanos (México, Chile, Peru e Colômbia).
    Acordo Transatlântico de Comércio e Investimentos (TTIP), que reúne a nata do capitalismo: EUA e União Europeia (UE), que foi recentemente vazado pelo Greenpeace. Cabe aqui um rápido comentário, a margem. O objetivo concentrador da banca coloca, vez por outra, em choque interesses norteamericanos e ingleses, os principais capitais da banca. Este vazamento por instituição vinculada aos interesses do Reino Unido (UK) pode ser parte de um conflito interno.
    Acordo sobre Comércio de Serviços (TiSA), que abrange 53 países, nenhum do BRICS, cujos rascunhos já começaram a sair pelo Wikileaks.
    É, no mínimo muito estranho, que acordos plurinacionais sejam tratados com tanto sigilo e não incluam países continentes e de grande presença no mundo de hoje como a China, a Rússia, a Índia e o Brasil, e o mundo africano, ao que se saiba, esteja totalmente ausente.
    Dos documentos vazados surge uma pista. Todos estes acordos, além da presença hegemônica dos EUA, tem em comum a submissão dos Estados Nacionais às corporações transnacionais, ou seja, sobre o interesse dos países prevalecerá o interesse do negócio. No mínimo poderíamos afirmar que são acordos antidemocráticos pois às leis nacionais, constitucionais ou infraconstitucionais, resultantes de processos eleitorais, prevalecerão o lucro e o interesse das corporações. Mas há ainda mais. Consigna uma clara agressão aos direitos trabalhistas, aos direitos sociais e ambientais, sempre que forem impeditivos do ganancioso lucro máximo. Analisando o texto da TiSA, vazado pelo Wikileaks, a pesquisadora mexicana Silvia Ribeiro, conforme artigo de Antonio Martins (O fantasma do ultra-capitalismo), ressalta que ele requer o fim das proteções nacionais “desde a água e alimentação, à saúde, educação e pesquisa científica, às comunicações, correios, transportes, telecomunicações, comércio eletrônico, vendas no varejo e atacado e serviços financeiros”. Aí está, o governo de um país passa para ser exercido por corporações no estrangeiro.
    O que tem o impeachment da Presidente Dilma com isso, pode perguntar algum incrédulo. Ora, basta ler as declarações, as Pontes para o Futuro, os pontos do PSDB para apoiar um futuro eventual governo Temer, os discursos de senadores, como de José Serra, pedindo que o Brasil se “liberte das amarras” representadas pelos BRICS, Mercosul e Unasul, para se atar aos acordos mencionados, que “se abra para o mundo”, passando a obedecer à banca e ao FMI, considerando inadiável a revogação da legislação do trabalho e da previdência, voltando o Brasil à República Velha, talvez ao Império, com a revogação da Lei Imperial nº 3.353 de 13 de maio de 1888.
    Lutar contra as forças que comandam o impeachment é muito mais do que lutar pela democracia e contra a corrupção e a vilania. É defender a nossa Nação. Pode ser um detalhe, mas parafraseando o poeta: como dói.
    Pedro Augusto Pinho, administrador aposentado

  7. Ranulfo Palhares disse:

    A PF é tão lambe rabo do psdb, que os delegados aecistas fraudaram, vazaram, torturaram, e não deu nada!!!! hahahhahahahha
    Já os policiais sérios que apontaram a sacanagem deles, todos foram vítimas de sacanagem, sem cometer crime algum, hahahhahahhahahha
    E tem gente que acredita que esse país é sério, hahahahhahhha
    Brasil, país de bosta.

  8. Vinícius Pinheiro disse:

    Marechal do Golpe…

  9. João de Paiva disse:

    Prezado Auler, prezados leitores.

    Como comentei lá no GGN, Nassif está errado, ao insistir no auto-engano. É puro jogo de cena e deboche. Os alvos são Lula e Dilma, como já manchetou a FSP. O PGR e a PGR são o alto comando local; ou sucursal do golpe planejado em terras estadunidense, como os mais atentos já observaram e constataram.

  10. Marilia disse:

    Acho que o Nassif anda acreditando em papai noel, saci, mula sem cabeça. Quem acha que o moro, de Curitiba, vai investigar o Aécio pra valer?

  11. Vem ao caso ? disse:

    Ah ta. e o papai Noel vai descer pela minha chaminé no Natal. E o FHC Brassif vai ter busca e apreensão no apto emParis e coerscitiva até o aerporto da Fazenda dele decretados pelo Time Man Tupiniquim.

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