Carta aberta a Dom Orani João Tempesta
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O flagrante foi vito por todos com transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Marcelo Auler

O flagrante foi vito por todos com transmissão ao vivo pelas redes sociais.

O flagrante da invasão da Igreja (e não um simples ingresso) por policiais para que utilizassem um templo sagrado para atirar em manifestantes, foi visto por todos com transmissão ao vivo pelas redes sociais.. Aqui não há distorções.

Em carta aberta, em resposta à nossa Carta aberta a Dom Orani João Tempesta (07/12), que o assessor da Arquidiceose do Rio de Janeiro, Adionel Carlos da Cunha, publicou nos comentários do Blog e em postagens no Face Book, a Diocese Rio critica o que escrevemos, nos acusa de partidarismo e de

“insistência em distorcer os fatos ocorridos, de maneira a induzir o seu leitor e a opinião pública em geral, ao erro”.

Sinceramente, não acredito que meus poucos leitores, porém bastante qualificados, se deixariam induzir por erros meus. Antes pelo contrário, constantemente estão me criticando em suas postagens, como é do jogo democrático. Mas também elogiam. Poderia aqui relacionar algumas correspondências pessoais que recebi, com elogios e apoio. Não o farei porque não busco promoção pessoal e nem estou autorizados pelos seus autores a revelar uma correspondência privada.

msg-apoioAbro exceção apenas para uma, cujo autor me autorizou a reprodução. Nem sequer pediu o sigilo de sua identidade, mas entendo que devo mantê-lo. A importância deste comentário está no fato histórico que ele narra e que eu desconhecia como acho que a maioria dos leitores desconhece: a Igreja de São José ficou fechada por cerca de 100 anos, por em seu interior ter sido cometido um assassinato, como ele narrou (veja ao lado).

Republico, no Blog, com o destaque merecido, a íntegra da carta assinada pelo assessor, Em seguida, porém, comentarei e tentarei rebater as criticas, sempre respeitosa e democraticamente. 

Reprodução da matéria publicada que pode ser acessada pelo link: http://marceloauler.com.br/carta-aberta-a-dom-orani-joao-tempesta/

I Reprodução da matéria publicada que pode ser acessada pelo link: http://marceloauler.com.br/carta-aberta-a-dom-orani-joao-tempesta/

   Ilmo. Sr.

   Jornalista Marcelo Auler.

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, considerando os acontecimentos relativos ao ingresso de policias na Igreja da Irmandade do Glorioso Patriarca São José, no Centro da Cidade, considerando a sua insistência em distorcer os fatos ocorridos, de maneira a induzir o seu leitor e a opinião pública em geral, ao erro, (grifei) queremos ressaltar que:

O deplorável acontecimento de invasão da referida Igreja nada tem de conexão com:

1. Eleição Municipal e o Prefeito Eleito;

2. Sucessão constitucional do Exmo. Sr. Vice-Presidente da República Federativa do Brasil que, por vontade soberana do Congresso Nacional, foi efetivado no cargo de Presidente da República Federativa do Brasil;

3. Uso de metro ou de locomoção do Arcebispo Metropolitano;

4. Suas críticas genéricas a todas as autoridades constituídas.

O Senhor, de maneira leviana, aproveita de um deplorável ato de invasão de uma Igreja de nossa Arquidiocese para confundir a opinião pública.

O Senhor Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro não compareceu à referida Igreja do Patriarca São José naquele lamentável ato porque estava incomunicável em ofício religioso que não tinha como ser interrompido. Ao terminar suas atividades o Cardeal Arcebispo pediu explicações imediatas do Governador do Estado e do Comandante Geral da PMERJ.

Como é do seu conhecimento a própria PMERJ já se retratou em nota pública, pedindo perdão e informando que este lamentável fato não voltará acontecer

Parece, Senhor Marcelo Auler, que o senhor é um católico não praticante de sua fé.

Antes de querer sugerir algo para o Cardeal Arcebispo deveria ter se informado que na última sexta-feira, dia 02 de dezembro, por vontade expressa do Cardeal Orani João Tempesta, em todas as Igrejas do Rio de Janeiro uma Hora Santa em favor da paz no mundo e, particularmente, no Rio de Janeiro.http://arqrio.org/…/deta…/5130/hora-santa-pela-esperanca.


Senhor Marcelo Auler, o senhor induz, de forma equivocada e com viés eminentemente político-partidário, sem a isenção necessária que deve o jornalista informar a verdade, que a Igreja foi profanada. A Igreja não foi profanada. Houve um equívoco já devidamente desculpado pela Polícia Militar e pelo seu Comandante.

Causa estranheza, Senhor Marcelo, que o senhor reiteradamente está atacando a honra e fazendo juízo de valor acerca do nosso atual Arcebispo e de nossa Arquidiocese no presente momento e em épocas passadas. Pediríamos que o senhor não colocasse ideologia e nem distorcesse os fatos em favor dos seus postulados político-partidários.

Reitera que a Igreja, como Templo dedicado à Deus, é lugar privilegiado de encontro e acolhimento dos que sofrem e que ali procuram abrigo.

O Rio de Janeiro precisa de paz e não de convulsão social e de notícias destorcidas como tem sido a sua inoportuna ação jornalística, infelizmente sem a isenção que os manuais jornalísticos esperam de quem quer anunciar a Verdade.

Rezemos pela nossa grande cidade e por intercessão de Nossa Senhora da Penha e de São Sebastião, neste ano santo mariano, abençoe a todos!

Adionel Carlos da Cunha
Assessor de Imprensa
Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Onde estão as distorções?

Irrelevante se torna o fato de ora a carta tratar o fato em si como um “simples ingresso” dos policiais, ora falar em invasão, que de fato ocorreu. A Igreja estava fechada. Os policiais entraram pelos fundos, sem licença dos administradores. Prova maior da invasão é que houve o registro de queixa na polícia, como descreveu  a nota da Irmandade do Glorioso Patriarca São José, publicada na matéria anterior.

jornal-extra-entrevista-dom-oraniGrave, porém, é a Arquidiocese não ter entendido o que leu. Não soube interpretar o que está escrito. Sugiro uma releitura.

Os fatos que foram narrados são cristalinos e confirmados pela própria nota da arquidiocese, da Irmandade, pelas desculpas da Polícia Militar  e por estar carta do assessor de imprensa da Diocese. Onde então as distorções?

A polícia invadiu a Igreja para, do segundo andar, atirar em manifestantes. Isso foi o que narramos, deixando claro que o fazíamos, de São José dos Campos (São Paulo), com base no que vimos através das redes sociais (Mídia Ninja, especificamente) e apuramos com telefonemas e leituras.

Além disso, republicamos a íntegra da nota oficial da Arquidiocese que falava em “apurar” os fatos quando a Igreja já tinha a descrição total dos fatos em outra nota da Irmandade, que administra o templo. Logo, ou se confia nos membros da Igreja – e nada havia mais a apurar – ou então lhes está sendo dado descrédito. Confiamos na nota pela nossa  experiência profissional. E não erramos.

Outro fato que narramos sem ter como deturpar, foi a entrevista que dom Orani concedeu ao jornal Extra. Justamente para evitar má interpretação, transcrevemos a frase toda, tal como está na reportagem, cuja foto reproduzimos acima. Em momento algum esta entrevista foi contestada. Nela, ele classifica de “lamentável” o episódio e narra que ligou para o comandante da Polícia Militar.

A partir de então, não há informação a ser deturpada, mas sim opinião nossa, como cidadão e jornalista. É até irrelevante se católico ou não.católico. Mas, deixou de ser notícia, passou a ser opinião como advertimos no texto:

“É a partir destes pronunciamentos, dom Orani, que ouso discordar abertamente do senhor. A invasão de um prédio, sem mandado judicial, é crime. A invasão de um templo religioso, é muito mais do que crime, portanto, mais do que simplesmente lamentável, no mínimo “deplorável”, “inadmissível”, “profano”. 

Provando a profanação – Já não estávamos mais relatando fatos, estávamos dando opinião pessoal como profissional da imprensa que tem 40 anos de jornalismos e acompanhou a Igreja em outros momentos difíceis.Tal opinião, pode desagradar a A, B ou C – e, muito certamente, desagradou a cúpula da Igreja Católica no Rio – mas não distorcemos fatos. Não há como nos acusar de

distorcer os fatos ocorridos, de maneira a induzir o seu leitor e a opinião pública em geral, ao erro”.

definicao-de-profanarUm exemplo é o uso da palavra profano, criticada na carta. Nos perdoem os eméritos religiosos da diocese, mas ela entrou no texto dentro do contexto que o filólogo Antonio Houais utiliza em seu dicionário, como transcrevo ao lado para poupar a busca de um dicionário. Se não, vejamos, logo no início o que ele diz ser profanar:

“Tratar com irreverência, desrespeitar a santidade de (coisa sagrada)”.

Certamente ninguém na Diocese acredita que os policiais, ao invadirem a Igreja, tiveram a preocupação de respeitar o altar, ajoelhar diante do Santíssimo. O simples fato de entrarem armados e fazerem do templo um local de ataque, não é faltar ao respeito a um local sagrado?

A fé não impede a crítica – O fato de sermos ou não católico praticante, como o assessor fez questão de lembrar, não é novidade. Foi assumido por nós, logo no início do texto. Curioso é quem não nos acompanha no dia a dia, querer afirmar se somos ou não praticante. Isto é uma questão de foro íntimo, que nem sequer deveria estar sendo discutida.

Independentemente de religião e da prática que se tenha dela, como cidadão, mais até do que como jornalista, temos o direito de emitir opinião que será ou não aceita por quem nos lê/ouve. Mas, ainda assim, admitimos ser católico, “embora possivelmente não praticante quanto devesse, e certamente um pecador como todo ser humano”. Logo, tal exposição na carta foi chover no molhado.

A nossa crítica ao bispo foi justamente por ele, ao jornal Extra, ter dito que recorreu ao comandante da Polícia Militar. Longe de nós insinuar que um cardeal falta à verdade. Mas é curioso hoje saber que ele telefonou a um governador e não relatou isto ao jornalista que o entrevistou. Por quê? Conversa reservada? Como as mensagens enviadas de madrugada por SMS ao bispo licenciado Marcelo Crivella – noticiadas em Crivella, dom Orani e a omissão da imprensa?. Mensagens que o próprio prefeito eleito revelou publicamente, muito mais por interesses políticos do que por surto de honestidade, como noticiou  O Globo.

Mais curioso ainda é sabermos que o governador foi acionado e se calado. Falta de consideração ao bispo?

Passado amargo – Engana-se novamente o assessor ao dizer que misturamos assuntos. Segundo afirma, o “deplorável” acontecimento – isto, agora, porque antes era apenas “lamentável” -, de invasão da referida Igreja nada tem de conexão com: 1.Eleição Municipal e o Prefeito Eleito; 2. Sucessão constitucional do Exmo. Sr. Vice-Presidente da República Federativa do Brasil que, por vontade soberana do Congresso Nacional, foi efetivado no cargo de Presidente da República Federativa do Brasil; 3. Uso de metro ou de locomoção do Arcebispo Metropolitano; 4. Suas críticas genéricas a todas as autoridades constituídas.

Em momento algum fizemos conexão entre tais fatos. Novamente faltou uma boa interpretação. O que falamos – e repetimos – é que, dom Orani, mais do que um cargo honorífico, ocupa uma liderança religiosa. Liderança esta que o faz ser constantemente procurado por autoridades e políticos, principalmente em campanhas, mas não apenas nelas, para lhe beijarem as mãos – nem tanto por o reconhecerem como tal, ainda que alguns o façam -, muito mais de olho nos votos dos católicos.

E usamos isto para defender a tese justamente de que ele não poderia ligar para um coronel da PM, por mais respeito que o comandante desta corporação mereça. Mas, a estatura do seu cargo praticamente o obriga a ligar para o governador e até para o presidente que, como afirmamos – e isso é opinião, não é informação distorcida para confundir leitor – o usou no episódio da oração pela PEC. A mesma que, posteriormente, a CNBB condenou. Da mesma forma como o bispo Crivella o usou no episódio da distribuição da foto dos dois juntos, gerando protestos da própria diocese.

São fatos. Não é ficção. Lembrá-los pode até desagradar ao cardeal, mas as lembranças fazem parte da história. Se serão ou não esquecidas dependerá muito mais dele e de suas atitudes do que dos outros. Por enquanto, estão vivas  na memória de muitos, que delas discordaram. Atitudes novas poderão muito bem superá-las.

Da mesma forma, é mera interpretação pessoal, embora até possa parecer partidária, considerar ilegítima a efetivação do vice-presidente da República no cargo de presidente. É verdade que o impeachment consta da Constituição. Mas exige precedentes que, como mais da metade dos brasileiros consideram, não foram preenchidos.

Isto sim, é posição política, mas não partidária, pois ela é defendida por brasileiros de matizes ideológicas diversas. Consideramo que houve golpe, como já ouvimos isso de outros bispos, muito recentemente. Mas respeito se dom Orani acha que está tudo na normalidade. Só não podemos ser impedido de criticá-lo, democrática e respeitosamente, como o fizemos e o faremos.

Não só a ele, mas a todas as autoridades constituídas que entendermos que devam ser criticadas, como, por exemplo, os seis ministros do Supremo Tribunal Federal que transformaram um julgamento em um conchavo politiqueiro. É do jogo democrático – não o conchavo, mas a crítica a quem o fez.

É constitucional essa crítica. Quem defende isso não são apenas os jornalistas, entre os quais nos incluímos. mas os próprios ministros do STF em diversos julgados recentes sobre o direito de opinião e a liberdade de expressão. Não queremos acreditar que a Diocese ou sua assessoria esteja defendendo a censura, o que iria de forma contrária a tudo o que o próprio Papa Francisco prega e defende atualmente. E à própria história da Igreja Católica no Brasil que lutou arduamente pelo retorno ao Estado de Direito.

Aliás, é por ver na figura do papa Francisco um grande líder mundial nos dias atuais que o citamos na matéria, quando defendemos que dom Orani deveria ir à Igreja, mesmo que de metrô, porque era notório que o trânsito estava engarrafado, para, com a sua presença, acabar com aquela praça de guerra deplorável.

Lamentavelmente ele – e provavelmente seus bispos auxiliares, cuja função é representá-lo – estavam isolados, como diz a carta de hoje (09/12). Mas, nas mensagens anteriores, isto não foi revelado. Se tivessem ido à Igreja, certamente teriam cumprido um importante papel e dado uma demonstração a todos os lados de que é possível se brigar politicamente sem que haja violência.

Já encerrando, foi dentro deste contexto, da busca pela paz, que sugerimos que dom Orani, convocando os padres da diocese, fizesse um grande ato litúrgico reunindo todas as partes. Não criticamos a falta de orações pela paz do Rio e do mundo, como, novamente, de forma errônea, parece ter sido interpretada,

A Hora Santa pela esperança, realizada no dia 2 de dezembro, é passado. Sem lhe tirar o mérito, mas respaldado nos fatos novos, mantemos a opinião/sugestão. Um novo ato litúrgico, se possível até ecumênico, pela Paz e o futuro desta cidade e deste Estado, é mais do que necessário. Até para acalmar os ânimos.

11 Comentários

  1. Marco Paulo Valeriano de Brito disse:

    Caro Marcelo Auler, boa tarde! Só agora li esta matéria e nada me surpreendeu em relação a atual orientação de direita da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que lamentavelmente está em contraponto, de costas, desconectada aos ditames do Papa Francisco, sua reiterada opção pelos mais pobres e manifestações claras, do sumo pontífice, que o cristianismo em sua gênese, de projeto e objetivos, é muito mais socialista que o marxismo, no que nos parece discordar flagrantemente toda a cúria arquidiocesana do Rio de Janeiro, que tem nesse truculento porta-voz, Adionel Carlos da Cunha, dito
    Assessor de Imprensa, a expiação do que de fato pensa o cardeal Orani Tempesta, mas que não vai se revelar ao povo senão como um devotado pastor de seu rebanho. Orani apascenta as ovelhas, mas solta seus lobos a devorá-las se contrariadas suas devotadas opções conservadoras. Marcelo Auler eu mesmo tive uma dura resposta dessa arquidiocese, não me recordo se desse mesmo presbítero-jornalista, quando adverti que uma igreja não pode ser a casa ocupada pela repressão do Estado a lançar repressão policial contra o povo, senão o contrário, o abrigo por vezes derradeiro que esse povo recorre na fuga de seus opressores. Fui, da mesmo forma que você, chamado de “esquerdista” exaltado, descontrolado e apoiador de ideais comunistas, no que não me sobraram mais dúvidas da tendência política que se encontra no comando da igreja católica apostólica romana na nossa depauperada cidade de são Sebastião do Rio de Janeiro. Eu, Marcelo Auler, sou sim de esquerda, graças a Deus, da Teologia da Libertação, católico mais que praticante dos ideais de Jesus Cristo, e não escondo que escrevi e reportei ao Papa Francisco o que vem ocorrendo nessa arquidiocese carioca, e acreditando que o Papa, jesuíta que é, e franciscano em espírito, não estará alheio a tomar as providências cabíveis para alinhar essa dissidência conservadora ao seu papado, vistas que não foi Jorge Mario Bergoglio quem o indicou e consagrou Orani Tempesta, ao nosso arcebispado, mas seu renunciado antecessor, Joseph Aloisius Ratzinger, hoje um inédito e claustro Papa Emérito, sobrando para Francisco ter que depois promove-lo a Cardeal, já que é incomum um arcebispo não sê-lo, mas bem já se pode deduzir que Tempesta não faz parte do alto clero mais próximo e devotado aos interesses e projetos do Papa de colocar a igreja de Jesus Cristo no século XXI e preferencialmente dos mais pobres remasterizando o concílio Vaticano II.
    Saudações Fraternas!
    Paz e bem!

    Marco Paulo Valeriano de Brito

  2. Luiz Rogerio disse:

    Não sei o que foi pior, a entrevista do dom Orani ao “Extra” ou a resposta do Assessor de Imprensa… Me desculpe aí ô Auler, mas estamos vivendo num momento de imbecialidade em massa????? Estou com o Cláudio-SC, envia pro Papa a resposta desse Assessor (se tenho um assessor desse, com certeza seria mais um desempregado do Temer…).

  3. Francisco de Assis disse:

    COISA MAIS RIDÍCULA: “Senhor Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro não compareceu à referida Igreja do Patriarca São José naquele lamentável ato porque estava incomunicável em ofício religioso que não tinha como ser interrompido”.
    .
    Se a profanação fosse da Catedral, para servir-se dela a PM para atirar contra pessoas desarmadas, também não poderia ser interrompido?
    .
    Fariam melhor se explicassem, até em respeito aos devotos de São José e aos católicos em geral, que ofício religioso foi esse, que não pode ser interrompido por uma causa como essa? Seria tão mais importante o ofício, que Deus perdoaria essas autoridades religiosas por não protegerem de profanadores uma obra centenária do Senhor, como deviam?
    .
    Ou: quando o Arcebispo se isola do mundo assim, não deixa ninguém para agir em seu nome, caso necessário?

  4. Leonardo disse:

    Corrijindo, quiz dizer “banhas”, banhas imorais, colesterol puro, oriundo exatamente do pecado da gula!!!

    Óh incréus, pq falam em nome de Deus?

  5. Leonardo disse:

    A Arquidiocese do Rio de Janeiro é um quisto de extrema-direita na Igreja brasileira.
    Defendem os violadores como fizeram Judas e Caifaz.
    São verdadeiros fariseus arrotando soberba bem expressa, nas ganhas imorais da pança pantaguélica do d. Orani Tempesta.
    Deus se apiede de suas almas sempre do lado do poder e dos opressores do povo.

  6. Cyssa Magalhães disse:

    Concordo com sua resposta no âmago do contexto. Sensata, objetiva e centrada. Parabéns pela pela lucidez e conhecimento. Continuo seguindo seus textos.

  7. Adelmo disse:

    Excelente comentário. Há um dado bastante interessante nessa sua reavaliação da primeira carta: é que, quando formos ler alguma matéria, precisamos lê-la (sem o trocadilho do Temer(ário)) mais de uma vez para podermos compreender o que “está escrito nas entrelinhas” (Dalai Lama). Não é o fato de ser ou não católico (também sou), é o fato de termos o direito e até mesmo a obrigação de fazermos um juízo de valor do que está acontecendo neste país. Precisamos sim, de cabeças pensantes que nos ajudem a pensar, e Auler faz isso com muito propriedade (sem puxassaquismo). Ademais, é anticristão e atitude de pecado (no direito civil – crime), usar um templo religioso, seja ele qual for, para atirar em cidadãos que estão lutando pelos seus direitos. O primeiro Homem que profanou isso foi um certo Jesus Cristo. Do ponto de vista de justiça, foi crime contra o cidadão. Do ponto de vista cristão, é um dos 7 pecados capitais: Ira. O Estado não pode jamais usar sua força para matar o cidadão, pois sua função é defendê-lo e não atacá-lo. A Igreja, tem que fazer o mesmo, se colocar do lado do mais fraco, que nesse caso, não eram os policiais (eles estavam armados – pelo Estado). Marcelo Auler está correto. O Estado está errado e o Bispo também pode estar errado (lembremos que, antes de ser bispo, ele é ser humano, e seres humanos são falíveis e parciais, portanto, passíveis de erro). O que aconteceu num templo cristão no Rio de Janeiro foi crime e, portanto, pecado.

    • Heitor disse:

      “Não é o fato de ser ou não católico (também sou), é o fato de termos o direito e até mesmo a obrigação de fazermos um juízo de valor do que está acontecendo neste país.”

      Adelmo,
      essa sua frase diz o que realmente incomoda o pensamento hegemônico. Tanto a mídia, quanto o judiciário ou a Igreja não querem que tenhamos formado nosso próprio discernimento.
      Principalmente os bispos, que fazem questão de se manterem afastados do povo.

  8. claudio-sc disse:

    Marcelo Auler, manda tudo isso para o Papa Francisco.

  9. Resposta disse:

    Os coroinhas tão brabos porque os Juiz tomaram o lugar deles … mas já faz muito tempo né!? Depois dessa Amanhã vou aqui do lado rezar … tem uma casa escrita um monte de coisas tipo igreja do sétimo dia do dilúvio MORAL das trevas do PowerPoint do grampo na cela escondido …é maior gritaria la, mas tá valendo… deve ser honesto, te toma o dinheiro na cara dura msm.

  10. Luiz Carlos P. Oliveira disse:

    Este é o Marcelo Auler. Mata a cobra e mostra a cobra morta. Mexeram com o cara errado.

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