Frei Betto: Fidel, o líder do séc. XX, será substituído pelo Papa Francisco no séc. XXI
27 de novembro de 2016
E agora golpistas?
29 de novembro de 2016

Temer, até a eclosão da crise do prédio, não se posicionara sobre a anistia ao Caixa 2 que o beneficiaria, até por conta do famoso cheque da Andrade Gutierrez de R$ 1 milhão em seu nome.

Arnaldo César (*)

Na tentativa de abafar o escândalo provocado pelas declarações de Calero, Temer, Renan e   Maia improvisaram uma entrevista: sinal de final de governo? (Foto: Beto Barata/PR)

Na tentativa de abafar o escândalo provocado pelas declarações de Calero, Temer, Renan e Maia improvisaram uma entrevista: sinal de final de governo? (Foto: Beto Barata/PR)

Michel Temer, Rodrigo Maia e Renan Calheiros decidiram montar uma pantomima, neste último domingo (dia 27), no Palácio do Planalto. Convocaram a imprensa para anunciar o que chamaram de “ajustamento institucional” entre os poderes Executivo e Legislativo contra um movimento que tomou conta da Câmara Federal para a aprovação de um projeto de anistia do Caixa 2 e toda a sorte de maracutaias praticadas por políticos e governantes.

O embuste dominical foi montado com o intuito de esvaziar uma entrevista do ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, exibida à noite no “Fantástico” da Rede Globo de Televisão.

Temer e seus acólitos imaginavam que Calero iria expor à Nação o conteúdo de conversas que teria gravado com o presidente da República e o ministro chefe do Gabinete Civil, Eliseu Padilha.

Nenhuma fita foi divulgada. Espertamente, o auxiliar demitido apenas despejou mais dúvidas no ar. Confirmou que fez algumas interceptações telefônicas. Mas, para não atrapalhar as investigações conduzidas pela Polícia Federal foi aconselhado por amigos a não dar publicidade aos diálogos com Temer e Padilha. Ou seja, jogou mais lenha nessa escaldante fornalha.

O país vive uma crise de credibilidade do governo, questionamento das decisões judiciais, rombo nas finanças da União e dos Estados e e a cúpula do governo se perde na discussão da construção de um prédio privado ilegal. Sinal claro que chegamos no final da linha. E agora? (Foto: Reprodução TV Globo)

O país vive uma crise de credibilidade no Executivo e no Legislativo, questionamento sobre o Judiciário,  rombo nas finanças da União e dos Estados e a cúpula do governo se perde na discussão da construção de um prédio privado ilegal. Sinal de um final da linha? (Reprodução TV Globo)

Um braseiro que promete derreter os termômetros nos próximos dias. A malfadada entrevista foi articulada para dar fim à crise gerada pela briga de Calero com o seu colega Geddel Vieira Lima, na semana passada. O ministro da Secretaria de Governo pressionou o titular da Cultura para resolver junto ao IPHAN, um “probleminha” particular dele com as obras de um espigão de luxo que seria construído em área de preservação histórica em Salvador.

Para manter a suntuosa obra na Ladeira da Barra, Geddel não titubeou em transformar em seus cúmplices nessa tramoia o próprio presidente da República e o seu colega do Gabinete Civil.

O núcleo duro do poder, portanto, desde quarta-feira passada (dia 23), não faz outra coisa na vida: cuidar da crise político institucional que eclodiu em razão dos interesses imobiliários de Geddel na capital baiana.

Ocorre que na noite de sexta-feira (dia 25) o tempo fechou no Palácio do Planalto. Amuado, Temer foi para sua casa em São Paulo “recuperar as energias”. Só regressaria a Brasília, na segunda-feira (dia 28).

A raposa com corpo de gato angorá, o ex-governador do Rio Moreira Franco foi um dos primeiro a sentir o cheiro de pólvora no ar.  Logo no sábado de manhã, pegou um avião da FAB e se mandou para São Paulo. Antes do almoço, bateu na porta da casa do chefe com notícias inquietadoras. Levou a informação de que Calero havia decidido chutar o pau da barraca e iria tacar fogo na República com as tais gravações de suas conversas palacianas. Precisavam, por tanto, agir com rapidez para atenuar o impacto das fitas, caso viessem a ser divulgadas.

Ao que tudo indica a jogadinha do “ajustamento institucional” não colou. Mesmo porque, Temer, Maia e Calheiros, ao longo da semana, nada fizeram de concreto para impedir que o monstrengo da Anistia ao Caixa 2 tomasse o corpo que tomou no plenário da Câmara Federal. Fizeram-se de sonsos.

Não só eles. A grande mídia também chegou a dar ares de seriedade às teses ardilosas que passaram a transitar do corredor da Casa.

É bom não esquecer que uma anistia a toda sorte de trampolinagens interessa – e muito – aos três senhores que ocuparam a bancada instalada no Palácio do Planalto para a desastrada entrevista. Eles, a exemplo dos 350 corruptos que militam no Congresso Nacional, também estão encalacrados, até às raízes de seus ralos cabelos, com denúncias de corrupção, propinagem, enriquecimento ilícito, tráfico de influência, advocacia administrativa e quetais.

Temer, até a eclosão da crise do prédio, não se posicionara sobre a anistia ao Caixa 2 que o beneficiaria, até por conta do famoso cheque da Andrade Gutierrez de R$ 1 milhão em seu nome.

Temer, até a eclosão da crise do prédio, não se posicionara sobre a anistia ao Caixa 2 que o beneficiaria, até por conta do famoso cheque da Andrade Gutierrez de R$ 1 milhão em seu nome.

Sendo que, no caso de Temer, o presidente golpista, circula em todas as redes sociais cópia de um cheque, do Banco do Brasil, de R$ 1 milhão doado pelo ex-presidente da construtora Andrade Gutierrez, Marques Azevedo a um certo “Sr. Michel Miguel Elias Lulia” (veja reprodução).

Rodrigo Maia tem o seu nome incluído tanto nas rapinagens da “Lava Jato” quanto na de Furnas. Sobre Renan Calheiros é bom nem comentar. Seus 12 inquéritos no STF falam por si só.

Encontrar uma tábua de salvação que os afastem das garras do juiz Moro e sua força tarefa é o querem na vida. Por isso não moveram uma palha sequer para abortar o monstro no nascedouro. Afinal, o que estava acontecendo no plenário do Congresso, nada mais era do que um novo capítulo do roteiro pré-estabelecido que resultou no golpe contra a presidente Dilma Rousseff.

Moreira bateu na porta da residência paulistana do seu chefe com notícias inquietadoras. Marcelo Calero, o ex-ministro da Cultura que detonou Geddel, havia dado mais uma entrevista bombástica. Desta vez, para um dos programas de maior audiência aos domingos da TV Globo, o “Fantástico”.  Calero revelaria aos espectadores globais o conteúdo da gravação das conversas que teve com Temer, na semana passada, antes de pedir o boné.

Se o mercado e a opinião pública vão se deixar engambelar pela encenação mal enjambrada de domingo passado, só o tempo dirá. O melhor termômetro serão as manifestações do próximo dia 4 de Dezembro.

A verdade é que ao pularem fora da canoa furada da Anistia ao Caixa 2, Temer, Maia e Calheiros acabaram traindo seus pares da base aliada do governo. Os 27 líderes de partidos que assinaram um manifesto em favor das porcarias praticadas pelo “Suíno” (apelido pelo qual Geddel era conhecido nos bancos escolares em Brasília) não estão nem um pouco satisfeitos com o conteúdo da entrevista de domingo.

Botaram suas assinaturas naquela folha de papel por sugestão de Temer e Padilha. De nada adiantou aquelas declarações de fé na honestidade e na competência do “Suíno”. Ele foi catapultado do Planalto juntamente com Calero.

Parafraseando o próprio Geddel: E, agora como é que fica essa multidão de mais de 350 deputados e senadores encalacrados com a Justiça? Essa marota Anistia do Caixa 2 era a melhor maneira para passarem uma borracha em suas biografias. Só assim poderiam voltar a ser “homens de bem” (se é que foram nalgum dia!).

Percebe-se que a monolítica maioria que Temer sempre se jactou de manter no Congresso começou a sofrer erosões. A grande armação que redundou no golpe contra a presidente legalmente eleita, Dilma Rousseff esfarela. A delação premiada da Norberto Odebrecht, sem a maldita da Anistia do Caixa 2, tem tudo para abalar os alicerces da República.

Tudo leva a crer que os três aflitos senhores da entrevista possam vir a ser alcançados por tão esperada deleção.  Assim sendo, é bom nos prepararmos para um novo presidente da República logo em 2017.

No meio dessa confusão toda, apenas uma singela indagação: O que tem a nos dizer o presidenciável tucano, Aécio Neves, que hipotecou solidariedade ao “Suíno” Geddel e defendeu abertamente a anistia ao Caixa 2?

12 Comentários

  1. Mauro disse:

    Apenas uma hipótese:
    Os três patetas agem para que os parlamentares consigam aprovar a anistia ao caixa 2
    Caléro se demite, denuncia Geddel e grava conversas com ele e com o ilegítimo Temer
    Caléro diz que “amigos da PF” o aconselharam a gravar as conversas.
    Moro e a PF se posicionam, obviamente, contra a lei de anistia
    Diante da crise gerada pela demissão do seu sexto ministro, o ilegítimo reúne os três patetas e diz que a anistia não poderia ser aprovada e se fosse, ele vetaria

    A hipótese:
    O episódio Caléro não poderia ter sido um elemento de pressão no governo para que ele recuasse com a anistia? (e possivelmente com o item do abuso de autoridade do pacote das dez medidas?)

    O Legislativo e o Judiciário lutando entre si, cada um por sua impunidade, à revelia da constituição…

    Mas os tucanos vão esperar para dar o bote em Temer em 2017, o judiciário e o gilmar vão tentar segurá-lo até lá. O negócio é: ele dura até lá?

  2. MARCELO BINE disse:

    Quem tem notícias do Fernando Brito, do Tijolaço?
    Por que parou de postar?

    • Emanuel Augusto disse:

      Nso parou de postar, eu consigo acessar pelo chrome do meu celulsr, mas para isso tenho q limpar o cache quase todas as vezes para ler as novas postagens, tenta ai.

    • Marcelo Auler disse:

      O Blog do Fernando Brito está com algumas dificuldades técnicas. Ele tenta resolvê-las, mas nem por isso tem deixado de postar excelentes artigos. Há duas formas de acessá-lo. Primeiro, na página dele, apertar o Ctri + F5, ou, em outros a tecla Fn + F5. Outra forma é através do Face book do Fernando Brito onde há as chamadas para as matérias postadas. Reproduzo aqui o recado por ele postado no Face book (https://www.facebook.com/fernando.brito.1804?fref=ts) dele:

      “Em alguns computadores, o Tijolaço segue tendo problemas de atualização, carregando paginas de dias atrás. Isso é um problema que estamos tentando resolver, mas as soluções que servem para quase todos não necessariamente funcionam para todos, e isso acontece, quase sempre a quem acessa via ‘homepage”. Como o que acontece é o carregamento de uma cópia pré-gravada, em quase todos os casos tem sido suficiente o navegante apertar, simultaneamente, as teclas CTRL e F5. Isso esvazia o “cache” da página e a carrega novamente. De novo, agradeço a paciência. Fernando Brito”.

  3. Luiz Carlos P. Oliveira disse:

    Concordo com o Leonardo. O STF tem feito vistas grossas para proteger parte dos politicos corruptos. É a velha lei: de onde não se espera nada, nada pode acontecer. O Brasil de hoje é motivo de chacota e incredulidade mundial. Um país onde juizes de 1a. Instância atropelam e desdenham de nossa Constituição, sob o olhar acovardado de um STF partidarizado, nunca será grande. Sempre seremos colônia do capital estrangeiro, apesar de nossas dimensões continentais. E é exatamente contra esse colonialismo que Fidel e Chaves lutaram, mesmo sendo massacrados pela imprensa capitalista mundial. Foram exemplos a serem seguidos pela América Latina, infelizmente incompreendidos devido ao massacre midiático que sofreram. Homens que lutaram pela soberania de sua pátria e de sua riqueza natural foram massacrados moralmente, como se isso fosse um crime. Precisamos de mais chaves e fideis no nosso continente. Ou isso, ou voltaremos ao tempo do império, sendo apenas um punhado de terras ricas em tudo a abastecer o mercado mundial, quase nada recebendo por isso. Uma prova disso é a venda do pré-sal, onde um poço com 1 bilhão de barris foi vendido por 8,5 bilhões de reais, quando vale 170 bilhões. R$-8,50 o barril, quando seu preço é de US$-50,00
    Quanto perdemos? 161,5 bilhões. Só em Carcará. E o Congresso já aprovou projeto que todo poço que tenha até 1 bilhão de barris em reservas possa ser vendido, o que significa que vem mais entreguismo do pré-sal por aí.

  4. […] Fonte: Alvoroço no Planalto      | Marcelo Auler […]

  5. Luiz Carlos P. Oliveira disse:

    A canoa começa a fazer água. Não falta muito para que os ratos saiam do porão e se joguem na água. Em janeiro o Temer cai, pois essa é a estratégia, onde os bicos tucanos comerão a ratazana com pelo e tudo. Aí vamos para a eleição indireta (eleição?) onde o voto de 366 picaretas sobrepujarão novamente o desejo de 54 milhões de votos de cidadãos honrados. Quem teremos que engolir? Serra? Alckmin? Aécio? Renan? Maia? Cunha? Ou a volta do pirata gagá FHC? Em qualquer hipótese estamos ferrados. Será o desmanche do país.

  6. João de Paiva disse:

    Prezados,

    Toda unanimidade é burra. Jamais me deixei convencer pelo ardil daqueles agentes públicos da burocracia estatal que deflagraram a chamada operação “Lava a Jato”, que na verdade se revelou uma Fraude Política a Jato, uma ORCRIM institucional; já ficou demonstrado que NUNCA se tratou de uma operação com objetivo de combater a corrupção, mas sim um partido, o PT, e um espectro da Política, a Esquerda, criminalizando líderes políticos, assassinando-lhes a reputação, incriminando-os, condenando-os ao cárcere ou inviabilizando-os política e eleitoralmente. O chamado Caixa 2 nunca foi, até hoje, crime tipificado em lei. E nenhuma lei pode ser estabelecida para retroagir em prejuízo de pessoas que pelo texto dessa lei possam ser enquadradas como rés. Apenas os ingênuos, os incautos ou os de má-fé não percebem que a força-tarefa da Fraude a Jato quer usar acusações de Caixa 2 contra políticos, para coagir, intimidar e criminalizar seletivamente, como tem sido a tônica de toda a ação dessa ORCRIM institucional. Em que pese fazer sentido a argumentação do articulista, segundo a qual vários políticos que cometeram crimes querem se valer dessa lei que tipifica o caixa 2 como crime daqui para a frente, é conceitualmente errado e absurdo se falar em amnistia, pois a prática de Caixa 2 não é tipificada como crime. E se não é crime, não há de se falar em amnistia. Segue abaixo um texto do professor José Carlos de Assis, publicado hoje no portal 247.

    ____________________________________________________________________________________________________________________________________________

    JOSE CARLOS DE ASSIS
    Economista, doutor em Engenharia de Produção pela Coppe-UFRJ, professor de Economia Internacional da UEPB
    Manipulação do povo na criminalização do caixa dois
    28 de Novembro de 2016

    Uma combinação de ignorância, má fé, manipulação e arrogância fez com que o projeto de tipificação, como crime, do caixa dois eleitoral se transformasse na mais terrível ameaça ao ícone sagrado do momento na vida política brasileira, o combate à corrupção comandado pela tropa judiciária da Lava Jato. É inacreditável como promotores públicos de grande inexperiência e parca sabedoria estão tomando conta da República e conduzindo seus destinos como se toda a nossa crise, a econômica sobretudo, derivasse da corrupção.
    Temos mais de 12 milhões de desempregados, uma contração do PIB totalizando em dois anos quase 8%, um desabamento generalizado da receita pública que afeta o próprio coração do Estado, e esses cretinos de Curitiba, dirigindo apenas com o farol de ré ligado, insistem em impingir à sociedade o conceito de que é o trabalho deles, nada mais, que vai resgatar o Brasil da profunda crise em que está. Com isso, dão cobertura à brutal incompetência do Governo Temer em enfrentar a crise econômica real.
    A quase unanimidade, forjada pela grande mídia corrompida pela Lava Jato, em torno da ideia de que tipificar como crime o caixa dois seria dar anistia aos corruptos não passa de uma simplificação grosseira do que está em jogo. Na realidade, se fôssemos seguir os parâmetros fundamentais do sistema jurídico positivo brasileiro, ninguém seria condenado por uso de caixa dois. Foi um artifício do juízo de exceção do mensalão, depois refinado por Sérgio Moro, que transformou uma ação que não era crime em crime, por pura analogia.
    Isso, antes do mensalão e de Moro, não existia no sistema jurídico brasileiro. Não importa o que pensam as “massas”, mas o fato é que só era crime, antes de Moro, o que a lei estabelecesse como crime. O truque usado pelo regime jurídico especial de Curitiba é associar o uso de caixa dois a outros crimes tipificados, como lavagem de dinheiro e corrupção ativa, e dessa forma fixar uma pena. Acontece que, em algum momento, o condenado poderá arguir perante o o Supremo (renovado) a nulidade de pena imposta por analogia.
    Vejo que milhares , talvez milhões de cidadãos e cidadãs estão inconformados com a eventual derrota do que está se chamando de “anistia” para caixa dois. Maeterlinck dizia que um cardume de arenques não é mais inteligente do que um arenque isolado. A ideia de anistia é tosca. Está sendo manipulada pela mídia. Como anistiar algo que não era crime? Sim, se querem introduzir o crime de caixa dois, e eu estou de acordo com isso, que o façam daqui para frente, como ocorre com toda a lei. A lei não pode retroagir, a não ser a favor do réu.
    Falo com a autoridade de quem inspirou nos anos 80 a Lei dos Crimes de Colarinho Branco. Naquela época, como pioneiro da denúncia de escândalos financeiros da época da ditadura, através da então progressista “Folha de S. Paulo” e de vários livros, os juristas me ensinaram que a maioria dos corruptos escapava da lei porque seus crimes não estavam tipificados. Sem a intervenção militante de procuradores, foi feita na lei a tipificação de vários crimes do colarinho branco, e ninguém alegou que isso significava anistia “para trás”.
    O mais sórdido nessa história são as alegações de que a tipificação do crime de caixa dois liquidará com a Lava Jato. Eles querem a lei não para ser seguida, mas para ser um instrumento de coação do cidadão e da cidadã comuns diante de um sistema jurídico tosco, ora objetivo, ora subjetivo, de acordo com a vontade do Ministério Público e dos juízes. Se a tipificação da lei acaba com a Lava Jato, então que se acabe com ela, pois mais vale um sistema jurídico respeitado do que a anarquia jurídica comandada por um punhado de lunáticos.

  7. Leonardo Koppes disse:

    Essa crise institucional é fruto da ignorância e do extremo analfabetismo político do povo nessas terras. É isso que torna o Brasil uma província colonial. Não é a impressionante rede de informações formada por rotary e lions em todo interior do Brasil. Não é a covardia dos seus militares que vão enterrar projetos soberanos como o submarino nuclear e o VLS por medo da reação dos EUA. Se tivéssemos um povo minimamente politizado nunca um governante eleito seris deposto dessa forma, sem uma rreação a altura. Depois do golpe podemos esperar qualquer coisa pois isso aqui não é um país. É uma coloniazinha extrativista subordinada da america latrina.

  8. Estudante disse:

    E se o STF reconduzir Dilma e enquadrar a multidão desonesta do congresso e senado?
    Teriam coragem?

    • Leonardo Koppes disse:

      Tomara que você seja um desses estudantes que ocuparam as escolas pelo Brasil. Ocupem mesmo, reajam. Essa podridão toda está destruindo o futuro de vocês. Daqui 40 anos sentirão o reflexo desse desgoverno, enquanto geddeis e temeres estarão na cova rasa da história. A resposta a sua questão é não. O pior STF da história já mostrou que só funciona para seu próprio umbigo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *